Pais protestam e sindicato lamenta novo adiamento das aulas em BH

Manifestantes colocaram balões e cartazes na porta da prefeitura; sindicato defende que a educação seja um serviço essencial

Pais de estudantes de escolas públicas e particulares de Belo Horizonte realizaram, na manhã desta quinta-feira (4), um protesto contra o novo adiamento da reabertura das escolas da capital.

O grupo, formado por cerca de 20 manifestantes, se reuniu na porta da prefeitura e colocou balões brancos na fachada do prédio, simbolizando a pureza das crianças. Os manifestantes pediram para que a educação seja considerada um serviço essencial, além de exigir que a prefeitura detalhe os preparativos que estão sendo realizados para a retomada das aulas presenciais.

Pais e responsáveis já realizaram, pelo menos, três protestos só em 2021. No dia 18 de fevereiro, várias escolas particulares amanheceram com coroas fúnebres na porta, que simbolizavam, segundo eles, a “morte” do ensino na cidade.

Poucos dias depois, foi a vez do Sindicato dos Trabalhadores em Educação realizar uma manifestação contra a retomada das aulas presenciais e pedindo a imunização dos professores da capital. O movimento colocou várias cruzes com frases de repúdio à retomada das aulas na calçada da Prefeitura de BH.

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“Lamentável”

A presidente do Sinep-MG (Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais), Zuleica Reis Ávila, classificou como “lamentável” o novo adiamento da retomada das aulas presenciais na capital. Ela afirmou que pais e professores estão ansiosos pelo retorno e alegou que o fechamento das instituições de ensino não faz sentido no cenário atual.

— Não tem como nós diminuirmos a circulação do vírus se todos os serviços estiverem abertos. As escolas devem ser as primeiras a abrirem e as últimas a fecharem. Infelizmente, para o nosso município, a educação não é um serviço essencial.

Mudança de planos

adiamento foi anunciado na tarde de quarta-feira (3) pelo secretário municipal de Saúde, Jackson Machado. A prefeitura tinha a expectativa de retomar as aulas presenciais para os alunos com idade inferior a 5 anos e 8 meses na próxima segunda-feira (8), mas a série de altas nos indicadores da pandemia da covid-19 fizeram o executivo mudar de ideia.

De acordo com Machado, a retomada das aulas presenciais pode acontecer “se os índices demonstrarem melhora”. Mas ele afirma que a decisão pode ser revista pelo executivo a qualquer momento.

—  Se os indicadores demonstrarem melhorar como parece que vai acontecer, podemos voltar as escolas para crianças menores que 5 anos e 8 meses. Mas se houver qualquer piora podemos fechar de novo, a qualquer momento, sempre respeitando os indicadores.

R7

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