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Home - Destaque - TST dá posse administrativa a Margareth Rodrigues Costa como ministra

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TST dá posse administrativa a Margareth Rodrigues Costa como ministra

Redação
Last updated: 08/05/2026 12:42 PM
Redação
Published: 08/05/2026
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ministra margarete
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A magistrada baiana Margareth Rodrigues Costa tomou posse, na tarde desta quinta-feira (7), no cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). A solenidade administrativa foi conduzida pelo presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho.

Contents
  • Compromisso com a Justiça do Trabalho no TST
  • Representatividade feminina
  • Perfil

Seguindo o protocolo da cerimônia, Margareth Rodrigues Costa prestou o compromisso regimental, assinou o termo de posse e recebeu a comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau Grã-Cruz.

Ao dar as boas-vindas à nova integrante da Corte, o presidente do TST destacou a trajetória profissional de Margareth. “Recebemos hoje uma magistrada com 36 anos de carreira, filha de uma das primeiras juízas do Trabalho do Brasil”, afirmou Vieira de Mello Filho.

A nova ministra assume a vaga decorrente da aposentadoria do ministro Aloysio Corrêa da Veiga, em outubro de 2025. Com a posse, o TST passa a contar com sete mulheres em sua composição. Dos 158 ministros que passaram ou integram atualmente a Corte Superior da Justiça do Trabalho, Margareth Rodrigues Costa é a 12ª mulher.

Compromisso com a Justiça do Trabalho no TST

Designada para integrar a Sétima Turma e a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1), a ministra manifestou seu compromisso com uma atuação técnica, imparcial e humanizada.  “Ninguém chega ao TST sem trazer um grande lastro, uma história de vida dedicada à justiça”, afirmou. “Costumo dizer que nós não temos nem lado, nem causa, nem interesses, nós temos ideais. E o maior ideal que me move ainda é a Justiça do Trabalho.”

A ministra também enfatizou a importância da fundamentação das decisões e da sensibilidade no julgamento das causas trabalhistas. “A nós cabe atentar, observar, decidir, olhar os processos com todo critério, com todo cuidado, com toda integridade, sem nenhum tipo de parcialidade, com retidão, confiando que aqueles processos poderiam ser de qualquer um de nós ”, afirmou.

Representatividade feminina

Sobre a presença de mulheres nos tribunais superiores, Margareth Rodrigues Costa destacou a importância da representatividade feminina no Judiciário e lembrou a influência da mãe, a juíza do trabalho Rosalina Rodrigues. “Eu já trago uma história diferente, porque minha história traz mulheres no Judiciário. Em 1964, minha mãe já era juíza do trabalho. Chegar até aqui não é fácil, mas é possível. Quero que todas as mulheres se sintam encorajadas, com disposição, para seguir a carreira, para acreditar que conseguem.”

Segundo a ministra, a presença feminina amplia os olhares e contribui para uma Justiça mais plural e sensível às demandas da sociedade. “Temos as mesmas habilidades, muitas responsabilidades, diferentes atividades. Nos dividimos muito mais do que em qualquer jornada de seis, sete, quantos dias forem. É preciso recompor isso. Somos a maioria da população.”

Perfil

Natural de Salvador (BA), Margareth Rodrigues Costa é magistrada de carreira. Ingressou na Justiça do Trabalho em maio de 1990 e foi promovida, em 2014, a desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA), pelo critério de merecimento.

No TRT da Bahia, dirigiu a Escola Judicial no biênio 2017/2019 e foi convocada diversas vezes para atuar no Tribunal Superior do Trabalho.

O presidente desejou êxito à nova ministra na atuação em Brasília e agradeceu ao desembargador José Pedro Camargo Rodrigues de Souza, em seu último dia de atuação na Corte, após muitos anos de contribuição aos trabalhos do Tribunal.

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