O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, apresentou uma explicação, nesta segunda-feira (4/5), após declarar que os juízes trabalhistas brasileiros estão divididos em “azuis” e “vermelhos”. Segundo ele, “ninguém tem o direito” de acusá-lo de ativismo.
O magistrado abriu a sessão da Corte desta segunda-feira afirmando que a fala foi em resposta ao ministro Ives Gandra, também do TST, que cunhou a expressão durante palestra em um evento enquanto ensinava advogados a litigaram na instituição.
“Ninguém tem o direito de me acusar de ser ativista ou não ser. Eu tenho a prova documentada de onde começou isso e eu tenho certeza que o ministro Ives (Gandra), na sua dignidade, não vai dizer que não começou neste evento, primeiro encontro, de como atuar no Tribunal Superior do Trabalho“, afirmou.
Ives Gandra usou a expressão “azuis e vermelhos” durante palestra para descrever ministros “liberais e intervencionistas”.
A declaração do presidente do tribunal, no entanto, foi interpretada nas redes sociais como uma referência à polarização entre os defensores do governo do PT, e os políticos da oposição.
