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Home - Destaque - Kit Covid: Empresas de SC são investigadas por oferecer tratamento precoce a funcionários

Destaque

Kit Covid: Empresas de SC são investigadas por oferecer tratamento precoce a funcionários

adm
Last updated: 08/04/2021 6:40 PM
adm
Published: 08/04/2021
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Empresas que ofereceram tratamento precoce aos funcionários estão na mira do Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as denúncias recebidas pelo órgão, há empresas de Santa Catarina. As investigações, no entanto, serão conduzidas em Brasília, pelo GT da Covid-19.

O caso veio à tona depois que a BBC Brasil publicou uma reportagem indicando que pelo menos quatro empresas em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina deram o ‘kit Covid’ para os trabalhadores – um conjunto de medicamentos que inclui remédios sem eficácia para prevenir a Covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina e vitaminas.

O MPT vai apurar se, ao ministrarem o tratamento precoce para os funcionários, as empresas colocaram em risco a vida dos trabalhadores. Os fabricantes da cloroquina e da ivermectina já vieram a público para atestar que os remédios não funcionam para prevenir ou tratar a Covid-19. Na última quarta-feira (31), a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou que o vermífugo ivermectina não seja usado para o coronavírus, exceto em pesquisas.

Além da falta de efetividade, especialistas indicam que o tratamento precoce pode induzir a casos mais graves de Covid-19. Em janeiro, médicos ouvidos pela coluna relataram risco de agravamento de problemas cardíacos, pancreatites, e piora na resposta esperada do organismo ao coronavírus.

A distribuição de kit Covid por empresas em Santa Catarina é de conhecimento das autoridades. Em fevereiro, por exemplo, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues, disse à coluna que o tratamento havia sido oferecido por indústrias no Oeste e “deu resultado”. A fala foi para comentar a iniciativa da prefeitura de apostar no tratamento precoce no início do ano.

– O tratamento precoce não causa mal ao cidadão. O que pode é diminuir os efeitos de algo mais grave. Não foram todos os médicos que adotaram, é uma questão do profissional, é um direito que o médico tem e eu não posso impor isso, mas nós solicitamos que todos adotassem. No Brasil inteiro tem dado certo. Temos centenas de depoimentos de empresas em que os funcionários estavam apresentando alguns sintomas e deu resultado. Não tenho dúvida nenhuma de que é o melhor caminho – disse, à época, o prefeito.

(Por Dagmara Spautz / Fonte: www.nsctotal.com.br)

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