sexta-feira , novembro 27 2020

Desafios do primeiro escritório em debate na II Conferência da Jovem Advocacia

Os desafios que se impõem aos profissionais da advocacia ao abrir e conduzir o primeiro escritório foram o tema do painel 3 da II Conferência Nacional da Jovem Advocacia, evento que termina hoje na capital do Rio Grande do Norte.

A mesa teve Ricardo Peres, coordenador nacional das Caixas de Assistência (Concad), que presidiu os trabalhos; Jarbas Vasconcelos, presidente da Comissão Nacional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia; Hermes Hilarião, presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB-BA; Antonio Zanette, presidente da Comissão da Jovem Advocacia da OAB-RS; Paulo Roberto Medina, agraciado em 2014 com a Medalha Rui Barbosa; Carlos José Santos da Silva, presidente da Comissão Nacional de Sociedade de Advogados; e a advogada Lara Selem, que é consultora especialista em planejamento estratégico.

O primeiro palestrante foi Carlos José Santos da Silva, o Cajé.

“O cenário atual tem um constante crescimento no número de advogados, com o surgimento de novos mercados, marcados pelo compliance, esportes, entretenimento, novas fontes de energia, moda, entre outras áreas. A demanda, definitivamente, é por serviços jurídicos cada vez mais especializados”, alertou.

Cajé enumerou algumas das principais vantagens que compor uma sociedade carrega: dá acesso a clientes corporativos, reúne sob uma única bandeira diversas áreas do direito, passa credibilidade, retém talentos mais facilmente, cria sinergia operacional e possibilita vantagens de acesso fiscal e de acesso a crédito.

A especialista Lara Selem falou da importância de se traçar um planejamento que englobe todos os níveis. “O primeiro passo é decisivo. Cada advogado tem suas características de proposta profissional, então não existe lugar-comum. Nossa carreira acompanha a vida em sociedade, portanto planejar-se é necessário, inclusive, para saber identificar oportunidades em meio a cenários de crise”, disse.

Ela destacou que o mercado jurídico engloba escritórios de todos os portes e os classifica como: pequenos, boutiques, médios, médios full e grande full. “A perspectiva dos mais de um milhão de profissionais da advocacia em tudo isso passa inevitavelmente pela afinidade. Planejar é um dos passos que vem após escolher, e escolher requer amor ao que se faz. Fazer só pelo dinheiro não existe, assim como trabalhar sem público definido”, ponderou.

Lara também abordou a importância da atenção ao contrato social, acordo de sócios e gestão legal – que se divide em quatro pilares: pessoas, produção, clientes e finanças.

Fonte: OAB Nacional

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