terça-feira , setembro 29 2020

CoronaVac: DF, Paraná e Rio Grande do Sul iniciam testes em voluntários

Vacina é desenvolvida pela empresa Sinovac Biotech e ensaios clínicos no Brasil têm coordenação do Instituto Butantan, em São Paulo

Voluntários em mais três unidades da federação começaram nesta semana a receber a CoronaVac, potencial vacina contra a covid-19 que está sendo testada no Brasil, anunciou nesta quarta-feira (5) o governador de São Paulo, João Doria.

Profissionais da saúde inscritos no Paraná (Hospital de Clínicas da Universidade Federal do PR), no Rio Grande do Sul (Hospital São Lucas, da PUC-RS) e no Distrito Federal (UnB) receberam a primeira de duas doses.

Em São Paulo, dois novos centros de pesquisa — Hospital das Clínicas da Unicamp e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto — também iniciaram os testes nesta semana.

“O cronograma indica que os dois últimos centros restantes o Hospital Israelita Albert Einstein [na capital paulista] e o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, até o final da semana que vem já estarão com os testes nos profissionais de saúde que se apresentaram como voluntários para a vacina”, acrescentou o governador.

Nas últimas duas semanas iniciaram os testes: o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital; o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, no interior de SP; a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, no ABC paulista; e a Universidade Federal de Minas Gerais.

O Instituto Butantan, responsável pelos testes clínicos da vacina no Brasil, prevê vacinar todos os 9.000 voluntários nos 12 centros de pesquisa até setembro.

A CoronaVac é uma vacina desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac Biotech e está entre as mais avançadas do mundo no que diz respeito aos testes clínicos, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Covid-19: entre as seis vacinas mais avançadas, Brasil tem quatro

Há 164 pesquisas de vacina em desenvolvimento no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Entre elas, 25 são testadas em humanos, sendo que apenas seis estão na terceira e última fase de ensaios. Quatro têm testes em andamento ou previstos no Brasil: a Coronavac (China), a vacina de Oxford (Reino Unido), a vacina da Pfizer/BioNTech (Estados Unidos/Alemanha) e a Sinopharm (China). Após a conclusão dessa etapa, as vacinas poderão ser licenciadas e, então, comercializadas.

 

R7

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