terça-feira , março 31 2020
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Teletrabalho e atendimento a domicílio são alternativas para pequenas e médias empresas, diz especialista

Os pequenos e médios empresários começaram a sentir os impactos da pandemia do novo coronavírus, decretada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no país. Preocupados com a possível diminuição do fluxo de pessoas, restaurantes, salões de beleza e comércios, já começaram a adotar medidas para diminuir o efeito econômico causado pelo novo coronavírus.

Para Marcos Cardoso, o impacto é evidente. “A economia vive da aproximação do mercado com os produtos e serviços, então evidentemente terá um impacto”, avalia.

De acordo com o especialista, o impacto acontece em duas instâncias: no mercado de clientes e no grupo de colaboradores daquela empresa. As melhores soluções para esse problema são o teletrabalho (home office) e o atendimento à domicílio.

“Em relação aos colaboradores, a melhor estratégia seria o teletrabalho para evitar o contágio na empresa, que afetaria diretamente a mão de obra. Com relação ao mercado, as empresas tem que contar com atendimento a domicílio. As pessoas estarão em casa então de acordo com o serviço ou produto comercializado, encontrar formas de aproximar o cliente com o produto sem necessidade de ele estar em seu estabelecimento comercial. Estudar os aplicativos de entrega são uma ótima alternativa para pequenas e médias empresas”, aconselha o advogado.

Empréstimos e juros

A procura por crédito também aumentou nesse período. Segundo a fintech BizCapital, que oferece empréstimos online para pequenas e médias empresas, houve um aumento de 40% nos pedidos, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a doença como pandemia. Segundo o especialista, para adotar esta solução, é necessário fazer um planejamento econômico.

“Caso seja necessário adquirir um empréstimo de capital de giro se orienta que se faça uma projeção desses encargos financeiros para que se possa projetar num sinal de recuperação, a forma de absolvição desses acréscimos financeiros na atividade”, ou seja, o empresário tem que se planejar para pagar a dívida depois. “Essa decisão deve ser feita com um planejamento financeiro econômico”, orienta.

A taxa Selic – taxa de juros básica – sofreu diminuição. A previsão era de 4,25% ao ano e foi para 3,75%. O especialista explica as vantagens da diminuição dessa taxa. “A taxa Selic é utilizada como base para as demais taxas de juros do mercado e isso tem um reflexo duplo. O primeiro é o acesso ao capital por investidor e o segundo reflexo é o acesso ao capital por consumidor. Então essa redução é uma medida que tem sua relevância mas observando que para o consumidor consumir e o investidor investir tem que ter uma confiança no mercado”, explicou.

Governo

O ministro da economia, Paulo Guedes, anunciou que o governo irá injetar 147 bilhões de reais na economia nos próximos três meses para blindar o país dos impactos do avanço do novo coronavírus. O especialista Marcos Cardoso afirma que essas medidas só podem ser avaliadas corretamente quando houver um plano de ação.

“O valor financeiro destinado por si só não se releva um dado suficiente para estabelecer se vai ser uma política eficaz ou não de colaboração com as pequenas e médias empresas para a redução ou atenuação nos impactos, que são inevitáveis, do novo coronavírus”, disse.

O governo também retirou de responsabilidade das empresas o pagamento de três meses do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Nesse período, elas também ficarão isentas de pagar o Simples.

“Esta medida ajuda a diminuir a pressão sobre o caixa da empresa. Você tira uma obrigação financeira e efetivamente vai ajudar, não que vá resolver, o empresário em um momento de dificuldade”, avalia o especialista.

Grandes empresas

De acordo com o especialista, as grandes empresas também sofrem com as consequências econômicas do covid-19. Para ele, a maior evidência disso é o que está acontecendo com a bolsa de valores. “A maior evidência desse reflexo é o que está acontecendo com a Bolsa de Valores. Seguidamente está se utilizando de um mecanismo de paralisação das atividades, que é o Circuit Breaker. Uma forma de evitar que hajam quedas muito bruscas na bolsa. Essa situação de queda acentuada e relevante demonstra o efeito negativo do novo coronavírus para essas empresas, uma vez que a bolsa comporta as grandes empresas do país”, afirmou.

Outra preocupação para o especialista, é o fato de que a maioria da matéria-prima utilizada pelas indústrias brasileiras vir do exterior.  “O setor industrial ainda depende muito de circuitos e componentes importados do exterior e vários destes estão tendo sua produção paralisada, o que leva a uma projeção de falta de matéria-prima para a produção na indústria, o que evidentemente vai induzir numa diminuição de capital de ganho e o que desacelera a bolsa”, explicou.
Ascom

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