Pré-candidatos de oposição da OAB-PI articulam aliança de ideias

O objetivo do grupo é elencar temas que coloquem a advocacia em primeiro lugar.

As eleições para a Ordem dos Advogados do Brasil costumam movimentar boa parte da sociedade brasileira, uma vez que a Instituição é reconhecida por atuar diretamente em temas que são caros à população. Por isso, a advocacia piauiense já começou a se mobilizar para promover o debate entre a classe, a fim de definir quais serão os candidatos que representarão a disputa eleitoral na Seccional e nas 13 subseções do Estado.

Em um encontro nessa quinta-feira (28), os advogados Andréia Araújo, Carlos Henrique Vieira, Lucas Villa e Naiara Moraes estiveram reunidos para articular uma aliança em prol da advocacia. A ideia é que os nomes marquem forte oposição à atual gestão da OAB, liderada por Celso Barros Neto, que tem sido motivo de descontentamento por parte da classe.

De acordo com Naiara Moraes, os grupos de oposição desejam marcar a tônica das discussões pelo bem da advocacia. “É importante ressaltar isso, que nosso intuito é levantar e debater temas que são importantes para a nossa classe, sempre colocando a advocacia em primeiro lugar. Se considerarmos o contexto que estamos vivendo, o apoio da Ordem é de extrema importância para que a nossa classe consiga superar essa grave crise, e esse não é o sentimento de boa parte dos advogados e advogadas piauienses. Temos recebido diversas manifestações de apoio e, ratifico, esse é um momento de diálogo com toda a classe”, ponderou a pré-candidata.

Andréia Araújo, que atualmente é presidente da Caixa de Assistência da Advocacia Piauiense, pontuou que seu rompimento com a gestão se deve ao descaso com a categoria. “Diante de uma crise, é das lideranças o papel de diagnosticar os problemas e auxiliar nas soluções. Porém na classe advocatícia piauiense a realidade tem sido outra. Sentimos na pele a negligência da principal liderança. O abandono da categoria, refletido na situação que encontro em cada canto que visito deste estado. Tenho sentido na pele o clamor dos nossos advogados e advogadas, e não me posicionar diante disso é omissão. Essa palavra não existe no meu vocabulário”, enfatizou a pré-candidata.

Para Carlos Henrique, a advocacia do Piauí necessita de uma Instituição que lute em prol da categoria. “A advocacia do Piauí anseia por uma OAB que enfrente de fato os problemas vivenciados pela classe no dia a dia, em especial neste momento de crise, o que não temos vislumbrado atualmente em nossa Ordem, que segue apática, omissa e indiferente aos reclames da classe. Por essa razão, precisamos nos mobilizar para que nossa Casa volte a ocupar o protagonismo necessário para a advocacia e sociedade. Quanto mais pessoas se irmanarem neste ideal, mais perto do objetivo chegaremos”, destacou.

“É preciso repensar a atuação da OAB. As necessidades da advocacia mudaram e também as consciências dos advogados e advogadas. Não há mais espaços para falsas promessas. Precisamos de uma ordem que olhe para as necessidades diárias da advocacia, principalmente dos jovens advogados e advogadas”, asseverou o pré-candidato Lucas Villa.

Previstas para acontecer na segunda quinzena de novembro deste ano, as eleições da OAB-PI ocorrem simultaneamente em todo o Estado, elegendo diretoria e conselho da Seccional e das Subseções de Água Branca, Barras, Bom Jesus, Campo Maior, Corrente, Floriano, Oeiras, Parnaíba, Picos, Piripiri, São João do Piauí, Esperantina, São Raimundo Nonato, Teresina, Uruçuí e Valença. Atualmente, o Piauí possui cerca de 15 mil advogados ativos.

Ascom

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