segunda-feira , dezembro 6 2021

Oito em cada dez indústrias inovam e crescem durante a pandemia

Segundo pesquisa da CNI, grande parte da indústria buscou soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário

Oito em cada dez indústrias grandes e médias brasileiras inovaram em 2020 e 2021 e viram crescer sua produtividade, sua competitividade e seus resultados financeiros. É o que mostra pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) realizada pelo Instituto FSB Pesquisa.

De acordo com os números divulgados nesta terça-feira (19), do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia de Covid-19, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

Do total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados.

No entando, ainda é grande o número de indústrias que não têm área de inovação — 51% delas não têm um setor específico. Os dados apontam ainda que 63% do total das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a inovar.

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, destaca que o caminho para o país voltar a crescer e recuperar a sua economia passa essencialmente por investimentos em inovação. “Diante do surgimento de pandemias assustadoras, como a da Covid-19, e da persistência de crônicos obstáculos ao crescimento econômico e à melhora das condições de vida da população, estimular o espírito inovador é primordial para avançarmos”, afirma.

De acordo com a pesquisa, as principais causas para a dificuldade em inovar durante a pandemia são o acesso a recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), a falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento da empresa (6%).

Os dados mostram também que apenas uma em cada quatro empresas mantém algum programa ou estratégia de inovação aberta. Se avaliadas somente as grandes indústrias, o índice chega a uma em cada três. Os executivos afirmaram ainda que a relação com o cliente e os processos são os itens mais prioritários para a empresa inovar no pós-pandemia, cada um com 18% de menções.

Prejuízo

Do universo de 500 empresas pesquisadas, 79% responderam que foram prejudicadas com a pandemia, sendo a maior parte localizada na Região Nordeste (93%). Entre os setores, 58% das indústrias apontam que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%).

Para 20% dos executivos, o negócio foi pouco ou nada prejudicado pela pandemia de Covid-19. No total, 55% das empresas disseram que registraram aumento no faturamento bruto.

A diretora de Inovação da CNI, Gianna Sagazio, alerta para a necessidade de as empresas olharem com mais atenção para a área de inovação. “Inovação é fundamental nesse processo de recuperação das empresas e para a retomada da economia. Quem não inovar não vai acompanhar essa evolução da indústria e se tornar competitivo e mais produtivo”, destaca.

O Instituto FSB Pesquisa entrevistou 500 executivos de empresas industriais de médio e grande porte, compondo amostra proporcional em relação ao quantitativo total de empresas industriais desses portes em todos os estados brasileiros. As entrevistas foram realizadas entre 1º e 23 de setembro.

R7

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