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Notícias

Neurologista alerta para os riscos do desafio ‘quebra-crânio’

Redação
Last updated: 14/02/2020 1:20 PM
Redação
Published: 14/02/2020
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Rafael Costa Camelo Neurologista do Hapvida
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Nos últimos dias acendeu o alerta vermelho em toda a sociedade, e no Piauí não é diferente, em relação ao desafio ‘quebra-crânio’, que já provocou uma morte no Rio Grande do Norte. Os riscos envolvendo o novo viral da internet foi amplificado pelo neurologista do Hapvida Rafael Costa Camelo.

O profissional indica que dentre as possíveis consequências do desafio destacam-se os traumatismos, que podem levar a um quadro grave de saúde. “No desafio em questão, o indivíduo é pego desprevenido, no ar, de forma que não tem tempo de se defender durante a queda. Tal tipo de trauma pode levar a Traumatismos Crânio Encefalico (TCE) ou Traumatismos Raquimedulares (TRM), além de lesões osteomusculares, que podem levar a fraturas ou contusões mais leves”, indicou.

O neurologista do Hapvida Saúde apontou que os traumatismos podem levar a perda de função neurológica, paralisia ou até mesmo a morte, assim a recomendação é que em hipótese alguma a “brincadeira” de péssimo gosto seja concretizada.

“No caso do TRM o individuo pode sofrer lesão medular, levando a perda da função neurológica abaixo da lesão (paralisias ou perda de sensibilidade), no caso do TCE, lesões de couro cabeludo, fraturas de crânio, lesões do cérebro, hematomas intracranianos, que em último caso, podem levar a morte do indivíduo”, revela o profissional.

Rafael Costa Camelo ainda complementa. “Se cair de costas, como é o intuito da brincadeira, a região mais suscetível a lesão é a coluna cervical e parte posterior do crânio. De lado além das lesões de crânio (parte lateral ou temporal) e coluna, lesões de braços, cotovelos, antebraços ou punhos. São inúmeras as possibilidades”.

Por fim, o especialista sintetiza como os pais e crianças/adolescentes devem tratar a questão. “Conversar sobre as possíveis implicações e riscos desse desafio/brincadeira desencorajando os mesmo e seus colegas a continuar a fazer a brincadeira”, complementou.

Ascom

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