Após a morte de Ezequias Gonçalves Costa, em 2005, Nelson Nery Costa reuniu escritos deixados pelo pai e transformou o acervo no livro “Um homem chamado Ezequias”, lançado neste sábado (12), na Academia Piauiense de Letras (APL), em Teresina.
“Foi como uma arqueologia, desdobrando e abrindo páginas. É um pouco dele que está nessa obra: sua juventude, suas poesias. Era um homem muito sensível”, afirmou Nelson.
A obra apresenta aspectos da trajetória pessoal e política de Ezequias, além das amizades e da convivência com intelectuais de sua geração. Nelson prefere definir o trabalho como um ensaio biográfico, por reunir memórias e documentos sob a perspectiva de um filho.
“Não chamo de biografia, mas de ensaio biográfico. Posso discutir sua vida, sua política e sua trajetória. Meu pai guardou esses escritos não como acadêmico, mas como contemporâneo dessa geração”, explicou.

Amigos e contemporâneos celebram centenário
Nascido em Barras, em 14 de setembro de 1919, Ezequias Gonçalves Costa formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Piauí, em 1955, e atuou como advogado. Também foi vice-presidente da Associação Industrial do Piauí e construiu trajetória na política.
Ezequias foi vereador de Miguel Alves entre 1948 e 1950 e deputado estadual por dois mandatos, sendo o mais votado na eleição de 1954. Posteriormente, foi eleito deputado federal em 1962 e 1966. Ele morreu em Teresina, em 22 de abril de 2005.
Presente no lançamento, Jesus Elias Tajra destacou sua relação com a família e as lembranças da residência onde Ezequias viveu, em Teresina.
“Tenho boas relações com a família Nery e tive a oportunidade de residir na casa onde Ezequias viveu. Hoje estamos aqui com Nelson, celebrando a memória de uma grande figura, que foi deputado estadual e federal. É um momento histórico para a família”, afirmou.
O ex-deputado federal e membro da Academia Piauiense de Letras Felipe Mendes também relembrou a convivência com Ezequias e destacou sua preocupação com o desenvolvimento do estado.
“Era um homem sereno e preocupado com o Piauí e com o Brasil. É uma honra participar deste momento e ver Nelson resgatar uma obra que deve ser lida e preservada para as futuras gerações”, declarou.

