O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, será ouvido mais uma vez nesta segunda-feira (14) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de três ações penais relacionadas à tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Cid, que firmou acordo de delação premiada com a Polícia Federal, deve apresentar informações relevantes aos processos dos núcleos dois, três e quatro, que tratam, respectivamente, do gerenciamento de ações; de ações coercitivas; e de operações de desinformação.
Além do depoimento do ex-ajudante de ordens, o STF também ouvirá, até o dia 23 de julho, testemunhas de defesa e acusação relacionadas aos três núcleos. As audiências serão realizadas por videoconferência.
Os réus respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Depoimentos
O primeiro a ser ouvido pelo Supremo foi o ex-coordenador de inteligência da PRF, Adiel Pereira Alcântara.Em seu depoimento, Adiel reforçou o que já havia dito durante depoimento do núcleo crucial da trama golpista em maio.
O servidor afirmou ter ouvido de superiores, a mando do ex-diretor-geral Silvinei Vasques, uma ordem para que a inteligência do órgão atuasse para reforçar abordagens de ônibus e vans durante as eleições de 2022.
A orientação da chefia era que a PRF deveria “tomar um lado”, por determinação do diretor-geral.
Interrogatório na ação do “núcleo crucial”
Mauro Cid esteve no STF em junho deste ano, para ser interrogado no âmbito da ação contra o chamado “núcleo crucial” da organização criminosa.
Neste grupo — no qual ele figura como réu — também está o ex-presidente Jair Bolsonaro.
