O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF), carrega em sua trajetória uma forte conexão com Teresina. Embora pernambucano de nascimento, Messias viveu a infância e a adolescência na capital piauiense, onde estudou em duas das instituições mais tradicionais do estado: o Instituto Dom Barreto, reconhecido pela excelência acadêmica, e o INEC. Foi nesse ambiente educacional rigoroso, marcado pela disciplina e incentivo ao pensamento crítico, que ele construiu parte das bases que hoje o conduzem ao topo do Judiciário brasileiro.
A formação sólida que começou no Dom Barreto se consolidou na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde se graduou em Direito, e mais tarde na Universidade de Brasília (UnB), instituição pela qual se tornou mestre e doutor em Direito. Sua carreira na administração pública teve início em 2007, quando ingressou como procurador da Fazenda Nacional. Desde então, Messias ocupou posições de destaque — da Subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência à chefia da Secretaria de Regulação da Educação Superior — sempre reconhecido pelo preparo técnico e pela capacidade de diálogo.
Perfil de Jorge Messias
Esse perfil conciliador, somado à experiência acumulada, contribuiu para que ele se tornasse uma figura de confiança do presidente Lula, que o nomeou advogado-geral da União em 2022. Messias também ganhou relevância no meio político por sua relação próxima com a bancada evangélica no Congresso, resultado de sua atuação discreta, e de sua ligação com a Igreja Batista. Esse trânsito entre diferentes grupos tende a pesar a seu favor durante a sabatina no Senado, caso sua indicação ao STF seja oficializada.
A possível ida de Jorge Messias à Corte Suprema representa não apenas o reconhecimento de sua trajetória jurídica, mas também orgulho para o Piauí, especialmente para a comunidade do Dom Barreto, onde parte de sua formação foi moldada. O ex-aluno que caminhou pelos corredores da escola em Teresina agora desponta como um dos nomes centrais na mais alta instância do Judiciário brasileiro — um símbolo de que as raízes nordestinas continuam produzindo protagonistas no cenário nacional.