Uma reviravolta digna de cinema marcou a Justiça de Alagoas. Depois de 28 anos sendo apontado como autor de um homicídio, um homem descobriu, diante do juiz, que o crime pelo qual era acusado simplesmente nunca existiu – e a suposta vítima entrou na sala de audiência, viva.
Ricardo Alexandre dos Santos carregava nas costas a acusação de ter matado Marcelo Lopes da Silva. Durante quase três décadas, o caso seguiu como se Marcelo estivesse morto. Sem saber do paradeiro do homem considerado “vítima”, a Justiça tratou o episódio como homicídio.
Ricardo acabou sendo considerado foragido e, em agosto deste ano, foi preso. Foram 59 dias atrás das grades até o momento em que todo o processo virou do avesso.
A verdade veio à tona quando Marcelo, que havia viajado sem avisar a família, reapareceu e compareceu pessoalmente à audiência. O encontro improvável desmontou toda a acusação. Diante do cenário, o Tribunal de Justiça de Alagoas reconheceu que não havia prova da materialidade do crime – já que, afinal, ninguém havia sido morto.
Homicídio nunca existiu
Com a presença de Marcelo, vivo, o tribunal absolveu Ricardo, que deixou de responder por um crime que nunca existiu.
