Fórum debaterá mortalidade materna-infantil e neonatal

No próximo dia 28 de maio é comemorado em todo o país o Dia Nacional pela Redução da Mortalidade Materna. Para debater o assunto e buscar soluções, a Comissão de Apoio à Vítima de Violência (CAVV) da OAB-PI, juntamente com outras entidades, proverá o I Fórum Estadual de Enfrentamento e Erradicação da Mortalidade Materna-Infantil, Neonatal e Responsabilidade Social, nos dias 28 e 29 deste mês, na sede da Instituição.

O evento conta com o apoio do Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem, Conselho Regional de Psicologia, Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Associação Piauiense de Ginecologia e Obstetrícia, Associação de Conselheiros e Ex-Conselheiros Tutelares do Estado do Piauí, Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras e Coordenadoria Estadual da Mulher.

O assunto integra um dos itens dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Uma data importante no calendário da Saúde que visa promover um debate a nível estadual sobre a importância dos cuidados para a saúde da mulher. Além de preconizar por melhorias nas políticas públicas que ajudem a garantir condições médicas de qualidade para as gestantes piauienses.

No Piauí, diariamente uma mulher morre devido a complicações relacionadas ao parto ou a gravidez. Nas últimas décadas, a morte materna infantil e neonatal aumentou significativamente no Estado devido à falta de assistência por profissionais qualificados, instalações e recursos de saúde, como transfusões e atenção às emergências.

“Mulheres grávidas enfrentam riscos significativos para a saúde que, muitas vezes, podem ser fatais também para seus bebês. A realização do Fórum representa a democracia e pluralidade necessária quando se trata da Atenção Integral à Saúde da Mulher e da Criança e a Estratégia de qualificação da atenção obstétrica e infantil”, afirma a presidente da CAVV, Alba Vilanova.

Entre os fatores que levam à morte materna estão a falta de transporte de emergência e de equipes devidamente capacitadas, sangue para transfusões, tratamento aquém dos padrões minimamente requeridos em instituições de saúde e também fatores relacionados à comunidade e à paciente. E ainda, a morte materna decorrente da violência obstétrica é silenciosa, não notificada, é uma grave injustiça social e que para evitá-la é necessário fazer intervenções baseadas em evidências, realizar tratamentos respeitosos e culturalmente apropriados, priorizando sempre a escolha da mulher.

O IBGE aponta que a cada mil crianças que nascem no Piauí, 19 morrem. Os altos índices de mortalidade infantil estão relacionados com alguns fatores: rendimentos familiares, alimentação, condições higiênicas e sanitárias, condições de habitação. Esse índice varia muito com as condições econômicas da família. Mesmo em regiões pobres, eles variam entre as famílias com melhores condições.

A média de crianças com menos de um ano de idade que vai a óbito no Piauí, representada pela Taxa de Mortalidade Infantil (TMI), é maior que a média nacional, de acordo com a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada no Diário Oficial da União. A estimativa indica que, em 2016, enquanto a taxa de mortalidade infantil nacional foi de 13,29 a cada mil crianças nascidas; no Piauí, é de 19,11.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site da OAB/PI. O investimento é de 1kg de alimento não perecível, que deverá ser entregue na confirmação da inscrição no dia e local do vento. Todos os alimentos arrecadados serão destinados a instituições filantrópicas com atuação na capital. Outras informações: (86) 2107-5823/ 5828.

Fonte: Ascom

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