quarta-feira , novembro 25 2020

Especialista compartilha dicas sobre o uso do PIX

Novo sistema de transferência instantânea entra em vigor no próximo dia 16

Pronto para entrar em operação no próximo dia 16 de novembro de 2020, o PIX chega para revolucionar e agilizar o sistema de pagamento digital no Brasil. Desenvolvido pelo Banco Central, o PIX traz uma forma muito prática de pagar e receber recursos, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Com o Pix, você envia recursos em segundos, até mesmo para outros bancos, aos domingos e feriados.

Atualmente, as pessoas contam com duas opções para fazer transferências para outras contas em qualquer banco: o DOC e a TED. Estes, limitam valores, dias e horários para transações financeiras. A tendência é que não sejam substituídos, mas devem ficar obsoletos.

Como começar a usar o PIX
Segundo Antonio Vinicius, professor de Finanças do UniFacid e Doutorando em Contabilidade, é necessário ter uma conta em uma instituição financeira. Nela você cadastra sua chave PIX. A chave pode ser o seu CPF, e-mail, telefone ou, até mesmo, um código único aleatório.

“O Pix suportará dois tipos de transações: transferências e pagamentos, sendo que este último inclui compras e contas, como conta de luz. Outro detalhe importante: o PIX será gratuito para pessoa física na maioria das transações”, afirma o Professor Antonio Vinícius, que passou dicas importantes sobre o PIX. Confira abaixo:

1) O uso das Chaves PIX
Para o usuário final, o PIX foi projetado para ser simples, rápido e seguro. Não precisaremos mais digitar todos os dados bancários em uma transação. Apenas informar a chave. A transação pode ocorrer em até 10 segundos, exceto quando houver alguma suspeita de movimentação fora do padrão.

2) O cadastro das chaves
Você pode cadastrar quatro tipos de informações como chave: número de telefone, CPF ou CNPJ, e/ou e-mail. Cada uma dessas informações só poderá apontar para uma única conta. Você pode usar o CPF para a sua conta no banco X e o e-mail para a sua conta digital na fintech Z, por exemplo.

3) Quantas chaves o usuário pode ter?
Pessoa física pode ter até cinco chaves por conta, enquanto a Pessoa jurídica pode ter 20. Também será possível realizar transações via PIX mesmo que você não cadastre nenhuma chave. A diferença é que você terá que informar todos os dados da conta para isso, como se estivesse fazendo DOC ou TED.

Professor Antonio Vinícius, do UniFacid

4) O que acontece se eu digitar e pagar um valor errado?
O usuário só poderá alterar o valor a ser pago, ou cancelar a transação, apenas antes de confirmar o pagamento. Após a confirmação, como a liquidação do PIX ocorre em tempo real, a transação não poderá mais ser cancelada. No entanto, você poderá negociar com o recebedor a devolução do valor pago, tanto de forma parcial quanto do valor total.

5) Adeus boletos
Transferências via PIX poderão ter mensagens anexas, então dará para informar ao recebedor do que se trata a transferência, seja o pagamento da mesada dos filhos, seja sua parte da conta do bar ou qualquer outra informação. Neste mesmo campo no qual será possível enviar uma mensagem, será ainda mais útil identificar o pagamento que estamos fazendo. Imagine enviar o código da compra realizada em uma loja virtual, o número do contrato de energia elétrica e o mês que está sendo pago ou até os dados de uma guia de recolhimento do INSS. Simplificando, boletos não serão mais necessários, uma vez que o PIX permite ao credor identificar quem está pagando e do que se trata o pagamento de forma instantânea.

6) Custo
Vários bancos já informaram que não cobrarão para transferir recursos via PIX. Alguns bancos hoje cobram mais de dez reais por TED.

7) Preenchimento de dados bancários
Na prática, o recebedor criará o que chamamos de QR-Code, que é um código de barras quadrado, com todas as informações da transferência e a câmera do celular de quem for transferir identificará as informações, evitando erros de digitação. O mesmo se aplica às contas que recebemos em casa. Atenção: confira os dados no seu aplicativo antes de confirmar o envio de recursos, principalmente o valor.

8) A função débito mais barata
Será possível, mas não mais necessário utilizar os cartões na função débito, bastando uma transferência via PIX a custo baixíssimo para comprar ou vender à vista. Por ser quase instantânea, será possível pagar uma eventual compra em supermercado, lanchonete ou restaurante via transferência.

9) A portabilidade chegou ao sistema financeiro
Será possível transferir a chave PIX de um banco para outro, procedimento conhecido como portabilidade da chave. Desta forma, você poderá mudar quantas vezes quiser de banco sem precisar informar aos clientes sobre os novos dados (algo parecido com a portabilidade do número de telefone).

Conclusão
Muitos dos procedimentos do dia a dia irão mudar para melhor. Não esqueça de cadastrar uma chave para cada conta corrente e aproveitar as melhores oportunidades oferecidas pelas instituições financeiras, tais como sorteios para quem começar a utilizar o sistema ainda em novembro e para quem cadastrar as chaves antes do prazo de início das operações.

A expectativa com a adoção do sistema é praticamente eliminar a utilização das cédulas nas transações bancárias, além de “bancarizar” dezenas de milhões de brasileiros que estão à margem do sistema financeiro como conhecemos, permitindo que tenham acesso a crédito e a aplicações financeiras.

 

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