Empreendedor mineiro cria ‘vassoura mágica’ que pode ser usada como meio de transporte

Alessandro Russo é fundador da Nuvem Vassouras e abriu um financiamento coletivo para iniciar a produção das vassouras que funcionam como a dos filmes

Já pensou poder usar uma vassoura como meio de transporte, como os bruxos e bruxas das histórias de fantasia? A empresa Nuvem Vassouras, criada pelo mineiro Alessandro Russo, 28, quer que isso se torne realidade e abriu um financiamento coletivo para colocar as vassouras nas ruas.

Russo tem três profissões: é acupunturista, sensei de Aikido e professor de inglês. Com a pandemia, os dois primeiros ofícios foram interrompidos e ele resgatou uma formação antiga, de programador de jogos.

Em janeiro deste ano, Russo viu um vídeo de duas crianças usando um hoverboard e notou como a movimentação para utilizar o equipamento é parecida com a que bruxos fazem para “dirigir” uma vassoura nas histórias, uma vez que a inclinação do corpo comanda a aceleração e o freio do equipamento.

Ele conversou com o amigo Vinícius Sanctus, que conseguiria desenvolver o protótipo na fábrica em que trabalhava. Com o projeto pronto, Russo começou a testar com uma equipe enxuta de seis pessoas, que estão com ele na empresa atualmente. “A gente saía de madrugada para ninguém ver e copiar o projeto.”

Vinícius Sanctos e Alessandro Russo, sócios da Nuvem Vassouras (Foto: Reprodução/Instagram)
Vinícius Sanctos e Alessandro Russo, sócios da Nuvem Vassouras (Foto: Reprodução/Instagram)

De acordo com ele, a vassoura acoplada no monocíclo permite que a sensação seja parecida com a que é mostrada nos filmes, com respostas às inclinações do corpo do piloto. Ele e a equipe da empresa gravaram um video demonstrativo do produto.

O empreendedor ressalta que o monociclo não é vendido pela empresa, apenas as vassouras, que são feitas de madeira, com piaçava, palha e espuma. O suporte dos produtos é feito de ferro.

Russo ganhou o primeiro livro do Harry Potter quando tinha oito anos de idade e se diz um grande fã da saga. No entanto, é cuidadoso ao vincular o produto à marca internacional. “Temos o cuidado de não ligar o produto à marca Harry Potter. Somos Nuvem Vassouras. Não é isso [Harry Potter] que vendemos, vendemos vassouras e o que fazemos relacionado [à saga] é conteúdo.” O empreendedor já entrou com pedido de registro do produto e da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

revistapegn.globo.com

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