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Home - Destaque - Dr. Pessoa e sobrinho são indiciados por associação criminosa

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Dr. Pessoa e sobrinho são indiciados por associação criminosa

Redação
Last updated: 16/09/2025 10:27 PM
Redação
Published: 16/09/2025
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O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, citado na investigação da Operação Reset, que mirou um esquema de cancelamento ilegal de mais de 2 mil multas de trânsito na Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) de Teresina, e outras cinco pessoas foram indiciadas pelo crime de associação criminosa.

Contents
  • Qual era o papel dos envolvidos no esquema?
  • Como as multas eram apagadas?
  • Nota de esclarecimento de Dr Pessoa na íntegra

A defesa de Dr Pessoa afirma em nota  que o ex-prefeito foi a delegacia e prestou todos os esclarecimentos necessários e que agora ‘confiam que a verdade será restabelecida, afastando quaisquer equívocos ou interpretações precipitadas’.

Entre os indiciados, estão o ex-superintendente da Strans de Teresina, Bruno Pessoa, que é sobrinho do ex-prefeito, Daniel Araújo, ex-gerente de Gestão de Trânsito da Strans e vice-presidente da Federação de Futebol do Piauí (FFP) e Lucas Rocha Lima, servidor da Strans. Um homem e uma mulher ainda não identificados também estão entre os indiciados pelo Departamento Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

O Deccor começou a investigar o esquema depois de receber uma denúncia anônima que apontava o envolvimento de gestores e funcionários da Strans no cancelamento indevido de multas de trânsito entre fevereiro e junho de 2024.

A polícia enviou um ofício à superintendência, que informou que fez uma auditoria interna no fim do ano passado e identificou 2.215 multas excluídas ilegalmente. Dessas, cerca de 400 foram apagadas após o horário de expediente.

A polícia fez buscas e apreensões nas residências de Bruno Pessoa e Daniel Araújo e periciou os celulares de ambos.

Qual era o papel dos envolvidos no esquema?

O papel dos ex-gestores, de acordo com a investigação do Deccor, era determinar quais multas de pessoas ligadas a eles deveriam ser excluídas.

Os funcionários terceirizados, por sua vez, formavam um grupo responsável por acessar o sistema da Strans e cancelar essas notificações.

“Eles seguiam ordens dos chefes do setor e do então superintendente, e excluíam multas de pessoas próximas, apadrinhadas [pelos gestores ou] por algumas autoridades”, afirmou o delegado Ferdinando Martins.

Segundo o delegado, o servidor Lucas Rocha atuava tanto diretamente na exclusão das multas quanto ordenava aos terceirizados que fizessem isso por ordens dos gestores.

Como as multas eram apagadas?

O grupo responsável por apagar as multas seguia dois métodos diferentes:

Abriam um processo eletrônico, no sistema da Strans, para acessar as notificações e excluí-las;

Recebiam as ordens informalmente, às vezes por meio de bilhetes, e faziam os cancelamentos sem abrir processo.

Nota de esclarecimento de Dr Pessoa na íntegra

Esclarecemos que o mesmo já compareceu à delegacia competente e prestou todos os esclarecimentos necessários em seu depoimento.

Confiamos que, no decorrer da instrução processual, os fatos serão devidamente analisados e a verdade será restabelecida, afastando quaisquer equívocos ou interpretações precipitadas.

Dr. Pessoa segue à disposição da Justiça e reafirma sua confiança no devido processo legal e nas instituições responsáveis pela apuração.

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