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Covid-19: solidariedade, a homenagem, o respeito e a gratidão que se impõem

“A solidariedade é o sentimento que melhor expressa o respeito pela dignidade humana”. – Franz Kafka

Em proporções catastróficas, os países de todos os continentes, no momento, estão a se deparar com uma realidade dura, dolorosa, fatídica e assustadora, trazida pela pandemia da Covid-19, doença pouco conhecida e sem tratamento eficaz, pelo menos, cientificamente comprovado, que vem desafiando a argúcia e a inteligência dos mais renomados cientistas, e do corpo técnico dos seus sistemas de saúde, dos mais humildes aos seus mais qualificados integrantes. Esse infortúnio, como sabemos, já infectou milhões de seres humanos e causou milhares de óbitos.

Pelo que vemos, de fato, o mundo e a ciência estão enfrentando os mais gigantescos desafios, com a espavorizante Covid-19, que segundo o jornalista Zózimo Tavares, Presidente da Academia Piauiense de Letras, “vem espalhando terror, angústia, depressão, estresse e morte” por onde quer que passe e ensejando a mais aguda, infeliz e incalculável crise econômica, em todas os países do planeta Terra, por ela atingidos.

Dentre os países que experimentam, nesta conturbada quadra, a dramaticidade de tão desafiador momento histórico, está o nosso imenso e amado Brasil, e o frágil e quase indefeso Piauí, com os seus hospitais quase lotados, sem vagas suficientes em suas UTIs, com a economia, atividade empresarial e a dos que a mantêm em funcionamento sofrendo seríssimo e incalculável prejuízo.

Não nos parece inteligente relativizarmos essa devastadora pandemia, que avança rapidamente, com os seus séquitos funestos de graves e impactantes consequências, graças ao descuido de algumas autoridades governamentais que, mesmo movidas pelas melhores intenções, mostram-se mais preocupadas com as projeções estatísticas de suas economias do que com a saúde e a vida de milhões de pessoas.

E diante da virulência dessa surreal e maldita tragédia, que se alastrou pelos dois hemisférios da Terra, com a missão de ocasionar a morte da humanidade, quem não se emociona com a atuação exaustiva, corajosa, abnegada e altruística da falange bendita dos profissionais da saúde de todo o mundo, que estão na linha de frente, nesta luta indormida e sem quartel, em favor de milhões de seres humanos, colocando em risco a própria vida, como verdadeiros heróis, muitos já atingidos, mortalmente, por tão atemorizadora moléstia. Aliás, envolvidos com o caos provocado pelo novo coronavírus, esse consciente e combativo exército, constituído por médicos de todas as áreas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, farmacêuticos, atendentes, agentes de limpeza, responsáveis pela desinfecção de espaços públicos de circulação de pessoas, que sequer teve como comemorar o Dia Mundial da Saúde, celebrado em 07 de abril desde que foi instituído, no já distante ano de 1948, pela respeitada Organização Mundial da Saúde.

Não podemos nos esquecer, de igual modo, neste momento, de outros heróis dessa guerra cruenta, sem volvermos o nosso olhar e atenção para o trabalho dos cientistas e dos pesquisadores, que apesar de não estarem, a rigor, na linha de frente, se dedicam intensamente e colocam os seus conhecimentos, a serviço de uma boa causa, buscando respostas capazes de debelarem o mal do flagelo.

Além dessa supracitada legião de benfeitores, afiguram-se-nos merecedores do mais justo reconhecimento e dos mais pertinentes elogios, determinadas personalidades públicas, como o Diretor-Geral da Organização Mundial da Saúde, os chefes de estados e de governo e seus ministros da saúde de todos os países, os governadores e os secretários estaduais de saúde das diversas unidades federadas, os prefeitos e os seus secretários municipais de saúde, os diretores de unidades hospitalares, suas equipes de apoio e, ainda, os profissionais da imprensa falada, escrita e televisada, do Piauí e de outros estados, pelo importante papel de bem informarem, desdobrando-se todos, para conterem o avanço rápido e exponencial de tão contagiosa pandemia, que passaram a ser protagonistas de um capítulo dramático da história da humanidade, como é do conhecimento de todos nós.

Acompanhando de perto e com vivo interesse, a colossal dramaticidade desse tsunami viral, que se abateu sobre todos os segmentos sociais da comunidade internacional, um sensível e atento observador, aplaudindo a atividade de todos que participam dessa guerra cívica, in verbis, afirmou:

“Reconhecemos que todos eles são dignos de aplausos. E os aplausos ecoam por todo o mundo, os gritos de viva saem a plenos pulmões, e os agradecimentos se multiplicam a cada dia. No foco, são países em estado de calamidade pública e todos empenhados, pondo em prática os seus conhecimentos para salvarem vidas, diminuírem o sofrimento humano e prestarem corretas informações sobre higiene, orientações adequadas emanadas das mais consagradas autoridades da área médica e da Organização Mundial da Saúde, como armas para conterem o avanço da tragédia, que se abateu sobre a humanidade inteira”.

A verdade é que todos esses intrépidos e comprometidos profissionais encarnam, nos dias que correm, o papel dos verdadeiros heróis da luta contra o novo coronavírus, que se equipara à Gripe Espanhola – a mãe das pandemias – que contaminou mais de 500 milhões de criaturas e acarretou de 17 a 50 milhões de mortes. No Brasil, sua cifra fatal foi uma das maiores do mundo e até o Presidente da República, Rodrigues Alves, reeleito para o cargo, foi por ela mortalmente atingido, no início de 1919.

Registre-se, por oportuno, que a valorosa e preparada médica Adélia Maria Araújo de Almeida Oliveira, era piauiense, de tradicional família e, na linha de frente contra o coronavírus, infelizmente, foi infectada e faleceu, em São Paulo, aos 62 anos de idade.

Apresentamos, agora, a lúcida e sempre acatada ponderação do pai da Medicina – Hipócrates – figura emblemática que, em momento de feliz inspiração, pontificou:

“Tuas forças naturais, as que estão dentro de ti, serão as que curarão tuas doenças. Aos doentes tenha por hábito duas coisas: ajudar, ou, pelo menos, não produzir danos. Há, verdadeiramente, duas coisas diferentes: saber e crer que se sabe. A Ciência consiste em Saber; em Crer que se Sabe, está a Ignorância.”

Por fim, é preciso que nos convençamos de que o isolamento, a quarentena, o distanciamento social e a higienização das mãos, além do uso de máscaras, são as únicas medidas conhecidas e capazes de achatar a curva do número de infectados e de trazer um mínimo de alento e esperança aos nossos irmãos.

Fique em casa.

 

Desembargador Edvaldo Pereira de Moura

Diretor da ESMEPI e Professor da UESPI

 

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