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Compras a vista ainda não se revertem em desconto

Redação
Last updated: 21/07/2024 4:11 PM
Redação
Published: 02/04/2018
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avista
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A oferta de descontos para pagamento em dinheiro ou cartão de débito ainda não é uma prática na maioria dos estabelecimentos comerciais. É o que conclui um estudo, divulgado no Relatório de Inflação, do Banco Central (BC).

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), feita a pedido do BC, apenas 32,4% dos consumidores afirmaram que houve oferta de desconto caso o pagamento fosse feito em dinheiro ou cartão de débito. Esse percentual aumentou para 42,6% entre consumidores de renda mais alta.

A pesquisa foi incluída em questionários de sondagens do Consumidor, Comércio e Serviços. Foram consultadas 1.128 empresas comerciais, 1.883 de serviços e 1.607 consumidores, em fevereiro de 2018.

A Medida Provisória nº 764 de dezembro de 2016, convertida na Lei nº 13.455 de julho de 2017, autorizou os estabelecimentos comerciais a oferecerem preços diferentes em função do meio de pagamento.

O pagamento feito em dinheiro ou débito reduz o custo dos lojistas e o prazo para receber os recursos das instituições financeiras, quando comparados com o pagamento feito com o cartão de crédito.

“Os dados revelam que parcelas importantes do comércio e do setor de serviços não oferecem a possibilidade de desconto em função da forma de pagamento. Esse fato indica que há potencial para intensificação da prática de diferenciação de preços, o que potencializaria os benefícios propiciados pela nova legislação”, afirma o BC.

De acordo com o relatório, a maioria dos consumidores (63,9%) tem conhecimento da possibilidade de diferenciação de preços conforme o tipo de pagamento. “Importante observar, adicionalmente, que mais de um terço dos entrevistados respondeu que houve elevação da frequência com que o desconto foi oferecido na comparação com o ano passado”, acrescentou o BC.

Comércio e serviços

Os resultados mostram que a prática de oferecer descontos para pagamentos em dinheiro ou cartão de débito é mais comum no comércio, setor em que 46,4% dos entrevistados afirmaram oferecer essa possibilidade aos clientes.

Mas há diferenças entre os subsetores. Enquanto no segmento de material de construção, esse percentual alcança 69,5%, no segmento de hiper e supermercados apenas 2,6% oferecem descontos. Entre os estabelecimentos que ofereceram essa possibilidade para os clientes, 64,4% informaram que a oferta estava anunciada. O desconto médio atingiu 8,4% e 7,1% para pagamentos em dinheiro e cartão de débito, respectivamente, com a maior frequência de descontos nas faixas de 2,5% a 5% e de 7,5% a 10%. Segundo o BC, o conhecimento da legislação é amplo, na medida que 85,6% dos entrevistados admitiram conhecer a lei.

No setor de serviços, os resultados da pesquisa sugerem que a prática de descontos não é tão disseminada. Apenas 17,4% dos entrevistados informaram ter oferecido essa possibilidade ao cliente, embora haja conhecimento difundido sobre a nova legislação (73,9% tem conhecimento da lei que permite diferenciação de preços).

Segundo o relatório, em alguns segmentos como serviços de manutenção e reparação e serviços prestados às famílias, o percentual que ofereceu a possibilidade de desconto atinge patamares mais altos (59,2% e 29,2%, respectivamente). O desconto médio atingiu 9,4% e 8% para pagamentos em dinheiro e cartão de débito, respectivamente, com a maior frequência de descontos nas faixas de 2,5% a 5% e de 7,5% a 10%, assim como no comércio.

Fonte: Agência Brasil

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TAGGED:a vistacomprasdescontos
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