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Home - Destaque - Caso Kiss: mais dois condenados se entregam em presídios do Sul

Destaque

Caso Kiss: mais dois condenados se entregam em presídios do Sul

adm
Last updated: 15/12/2021 12:32 PM
adm
Published: 15/12/2021
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Depois de Elissandro Spohr e Marcelo dos Santos, Mauro Hoffmann e Luciano Bonilha se apresentam na manhã desta quarta-feira (15)

Um dos sócios da boate Kiss, Mauro Hoffmann, e o produtor de shows da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha, se apresentaram em unidades prisionais na manhã desta quarta-feira (15). Hoffman compareceu em Tijucas, em Santa Catarina e Luciano, em São Lourenço do Sul, no interior do Rio Grande do Sul.

Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, e Marcelo de Jesus dos Santos se entregaram na noite da terça-feira (14), após o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, derrubar a decisão que concedeu habeas corpus e impediu a prisão dos quatros réus ao final do julgamento, na sexta-feira (10).

Os quatro réus foram condenados por homicídio simples com dolo eventual. Determinada pelo magistrado Orlando Faccini Neto, as penas são de 22 anos e seis meses para Elissandro Sporh, de 19 anos e 6 meses para Mauro Hoffmann e de 18 anos para os integrantes da banda Luciano Bonilha e Marcelo de Jesus dos Santos.

O vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo dos Santos, foi o primeiro dos quatro a se entregar. Segundo a advogada, Tatiana Borsa, que fez sua defesa no tribunal do júri, ele se apresentou no presídio de São Vicente do Sul, no interior do estado. “Nós continuaremos buscando a Justiça”, afirmou ela.

Aconselhado pelo advogado Jader Marques, o réu Elissandro Spohr, o principal sócio da boate à época da tragédia que deixou 242 mortos em 2013, também se apresentou em um presído em Porto Alegre. Em vídeo publicado nas redes sociais, o empresário afirmou que chegou ao julgamento “já condenado”.

“Recebi uma ligação do Jader [Marques] que vou ter que me apresentar hoje. Entrei nesse jugamento já julgado. Há quase nove anos eu tento me explicar e esse jugameto está sendo estranho porque parece que quando tá ruim ficou bom. Vi uma corrente de pessoas me apoiando”, disse. “Vou me apresentar. Quero pedir que Deus ilumine a vida das famílias, que elas consigam ter algum tipo de conforto agora. Se falou em carta… Eu não mandei uma carta porque eu não consegui. Vou lá resolver o que tenho que resolver para ficar um pouco em paz, estou cansado.”

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