Ao usar este site você concorda com nossa Política de Privacidade e termos de uso.
Accept
quinta-feira, 4 jun, 2026
quinta-feira, 4 jun, 2026
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Busca
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Have an existing account? Entrar
Follow US

Home - Notícias - Aprovada em 10 concursos, delegada da 6ª DP, em Brasília, é exemplo de conquistas

Notícias

Aprovada em 10 concursos, delegada da 6ª DP, em Brasília, é exemplo de conquistas

Redação
Last updated: 29/11/2019 6:46 AM
Redação
Published: 29/11/2019
Share
aadel
SHARE

Brasília foi formada por dois tipos de pessoas: servidores públicos transferidos e aqueles que se aventuraram em busca de emprego na ideia da nova capital. Eu vim desse segundo grupo”, conta Jane Klébia do Nascimento Silva, 56 anos, titular da 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá). Naturais da Bahia, os pais da investigadora chegaram ao Distrito Federal em 1960 e passaram a morar em Sobradinho. Após três anos, Jane nasceu. Porém, sem conseguir emprego, o pai dela decidiu abandonar a família e ir embora para São Paulo. “Ficamos eu — ainda com 3 meses —, minha mãe e meu irmão, de 2 anos”, lembra.

De origem pobre, Jane trilhou um caminho marcado pelo esforço para chegar a uma posição de chefia na Polícia Civil. Ao longo da vida, passou em 10 concursos públicos e exerceu diversos cargos no Distrito Federal, como secretária de Estado de Políticas para Crianças Adolescentes e Juventude, administradora de Sobradinho e chefe da controladoria jurídica da Companhia de Planejamento (Codeplan), além de concorrer para deputada distrital nas eleições de 2018. Hoje, encontrou paixão no trabalho na 6ª DP, onde se aproximou da sociedade, e tenta passar uma imagem de força e superação.

Na condição de mulher e negra, a história da investigadora, contudo, teve diversos episódios manchados por preconceitos, assunto que ela evitar detalhar. “O cargo de delegado de polícia ainda é elitizado. As pessoas imaginam um padrão da pessoa que assume essa função. Elas não conseguem imaginar e tratam como se fosse uma coisa impossível para uma mulher negra ocupar esse espaço”, frisa. Jane conta que viveu situações em que pessoas não a reconheceram como delegada, justamente por causa do gênero e da raça. Outra queixa da investigadora é referente ao distintivo, onde está escrito delegado no masculino. Este, segundo ela, é o único modelo disponível na corporação.

Dedicação

Após ser abandonada, a mãe de Jane passou a lutar por sobrevivência. Trabalhou como doméstica e costureira até conseguir se formar em enfermagem e começar a exercer a profissão. Com auxílio de um programa assistencial do governo, a mãe conquistou um lote em Sobradinho, lugar onde a delegada passou a maior parte da vida. Entretanto, ainda faltavam condições financeiras para cuidar da filha. Por isso, a policial precisou morar com a avó na Bahia e com um tio no Rio de Janeiro, que a trouxe de volta antes de completar 10 anos. “Com 9 anos, eu já era como uma dona de casa”, diz.

Jane estudou apenas em colégios públicos de Sobradinho: na Escola Classe 5, no Centro de Ensino 2 e no Centro de Ensino Médio 1, antigo ginásio. Durante o período, desenvolveu a paixão por esportes e passou a jogar na Seleção Brasília de Vôlei. Competiu em torneios fora do Distrito Federal, mas teve que interromper o sonho. “Precisava trabalhar. Naquela época, a sobrevivência falava mais alto.” Com 16 anos, virou atendente de uma papelaria e passou a estudar para enfermagem, por orientação da mãe.

Com 18 anos, Jane conseguiu um emprego na Pediatria do Hospital Regional de Sobradinho e, pouco tempo depois, na Oncologia do Hospital Universitário de Brasília (HUB). “Ver aquelas crianças nascendo e morrendo mudou minha maneira de pensar. Na Oncologia, era outro extremo. Passei a perceber como a humanidade era igual, independente de patrimônio e família. Aprendi a valorizar a vida”, ressalta. Aos 20 anos, a policial se casou, teve o primeiro filho aos 22 e o segundo nove meses depois. Porém, ainda insatisfeita, decidiu cursar geografia no UniCEUB.

Em 1992, já formada e após passar oito anos como enfermeira, Jane foi aprovada em um concurso na Secretaria de Educação e começou a dar aulas em Samambaia. “Tinha dois meninos de fralda, precisava trabalhar e estudar. Saía de casa às 5h para chegar na escola às 7h30.” Apesar da rotina pesada, a agora policial não abandonou os estudos e usava todo tempo livre, mesmo durante a madrugada, para mergulhar nos livros.

Como agente de polícia, Jane almejava mais e decidiu ser delegada. Se formou em direito e mergulhou nos livros novamente. Durante dois anos, estudou oito horas por dia, incluindo fins de semana e feriados, para assumir o cargo. “Se eu ficasse me lamentando, não teria conquistado nada. O mundo não liga para você, e a competição é para todo mundo.” Ela relata que, depois que conquistou a função, em 2011, as portas começaram a se abrir.

Direito News
Uso de candidaturas laranja leva à cassação de coligação inteira no Piauí
OAB e ESA Nacional realizam palestra com professor da Universidade de Roma
What Are Some Ways to Prevent the Spread of COVID-19?
Albertão pode se transformar em complexo esportivo, educacional e cultural
A Justiça do Trabalho Pós-Reforma
TAGGED:aprovadaconcursoexemplo
Share This Article
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Imprimir

Revista Direito Hoje

Somos um veículo que transcende as barreiras convencionais do pensamento jurídico para discussão de temas diversos e plurais

Transparência e Contato

  • Home
  • Sobre Nós
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Contato

Comercial

Anuncie conosco
Contato Whatsapp: (86) 9.94373797
E-mail: [email protected]

© Revista Direito Hoje. All Rights Reserved.Site Powered by Masavio
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?