quinta-feira , outubro 22 2020

Alimentos saudáveis e funcionais pedem mais espaço no varejo

O Brasil segue a tendência de crescimento mundial para o consumo de produtos naturais com apelo funcional, orgânico e minimamente processados. “As indústrias tradicionais estão buscando adequar os seus portfólios de produtos e várias outras estão surgindo exclusivamente para atender a demanda crescente dos consumidores que adotaram um estilo de vida mais saudável. Boa parte da população já se alimenta melhor, inserindo no cardápio comida “de verdade”, de alto valor nutricional e com apelo funcional”, comenta o presidente da Copra Alimentos, Hélcio de Oliveira. Para ele, a população está sendo estimulada ao consumo consciente dos alimentos, a entender os benefícios funcionais e a promover mudanças nos hábitos.

“A preocupação com a saúde e o bem-estar, além da busca por alimentos provenientes de sistemas de produção mais sustentáveis, como os métodos orgânicos de produção e alimentos funcionais que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais”, afirma Oliveira.

De acordo com a Euromonitor Internacional, até o ano de 2021, o mercado de alimentação saudável no Brasil deve crescer, em média, 4,41% por ano. “Só no ano de 2016, por exemplo, foram movimentados cerca de 93 bilhões em vendas. O Brasil ficou na 5ª posição do ranking dos países mais importantes para o setor. E tudo isso reforça que, sem dúvidas, essa é uma área excelente para se abrir um novo negócio e investir sem medo”, afirma o CEO da Jasmine Alimentos, Jean-Baptiste Cordon. Para Cordon, o mercado vem se consolidado e crescendo cada vez mais.  “Os números são animadores e, como já mencionado, deve crescer em média 4,41% ao ano, o que é um número bem expressivo”, completa.

A busca por alimentos funcionais e livres de glúten também vem crescendo muito e se antes, apenas pessoas que não podiam consumir glúten faziam a dieta especial, hoje, até as que não são intolerantes estão adeptos a esse tipo de dieta. “No Brasil, esse mercado cresceu 98% entre 2009 e 2014 e no ano passado foram mais de R$ 93 bilhões movimentados, segundo o Sebrae. Em média, o país está tendo um crescimento de 4,4%”, diz Luís Augusto Barcelos Krause, diretor Comercial da Josapar. Ainda de acordo com Krause, o Brasil é o quinto país no ranking dos mais importantes para este setor. Um dos motivos é a questão da doença celíaca, onde a pessoa não pode consumir nada de glúten, podendo levar até a morte. “Segundo o Conselho Nacional de Saúde, há dois milhões de pessoas no país que são afetadas por essa doença”, comenta Krause.

Espaço para crescer

O crescente número de lojas especializadas em produtos naturais e a abertura de espaço na gôndola ou mesmo a criação de áreas especiais para esse tipo de produto nos supermercados mostram que varejo brasileiro está apostando nesse novo mercado.

Fonte: Portal New Trade

Veja Também

Uso desenfreado de antibióticos na pandemia pode levar a ‘apagão’ contra bactérias resistentes

Mesmo sem eficácia ou necessidade comprovada para a covid-19, antibióticos foram amplamente usados contra o …