Ao usar este site você concorda com nossa Política de Privacidade e termos de uso.
Accept
sexta-feira, 3 jul, 2026
sexta-feira, 3 jul, 2026
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Busca
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Have an existing account? Entrar
Follow US

Home - Destaque - Em Teresina, presidente do TSE defende escuta ativa da população: ‘eleitor é o protagonista do processo’

DestaqueTribunais

Em Teresina, presidente do TSE defende escuta ativa da população: ‘eleitor é o protagonista do processo’

Redação
Last updated: 03/07/2026 10:50 AM
Redação
Published: 03/07/2026
Share
image 0 a5929075372cf60a51917f2e1c574b93 scaled
SHARE

O segundo dia do XVIII Encontro do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (ECOJE) manteve o ritmo de intensos debates e qualificações técnicas no auditório do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). A programação de quinta-feira (2/7) foi marcada pela participação de especialistas em temas cruciais para a democracia e pela presença de autoridades do Judiciário nacional.

A presença do Ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi um dos pontos altos do dia. Em sua fala aos participantes, o Ministro enfatizou a importância das ouvidorias como instrumentos de diálogo e estabilidade institucional.

“O papel da Justiça Eleitoral ultrapassa a organização do pleito; ela atua como guardiã da vontade popular. Nesse contexto, as ouvidorias não são apenas canais de recebimento de críticas, mas sim pontes estratégicas que conferem legitimidade e transparência à atuação jurisdicional, garantindo que o cidadão seja o protagonista do processo democrático”, destacou o Ministro.

Dando continuidade ao painel de autoridades, o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Ferreira de Araújo Júnior, ministrou a palestra “Confiança Institucional em tempos de descrença: o papel das ouvidorias na reconstrução da legitimidade do Judiciário”. O magistrado destacou a Ouvidoria como um motor de inteligência organizacional para o Tribunal.

“A Ouvidoria é, essencialmente, o rosto humano da Justiça Eleitoral. Ela possui a capacidade singular de transformar manifestações em inteligência organizacional, permitindo que a instituição não apenas ouça, mas evolua. É através dessa escuta qualificada que preservamos nossa legitimidade e aproximamos, efetivamente, o Judiciário da sociedade, combatendo a descrença com transparência e acolhimento”, afirmou o presidente do TRE-PI.

Inovação e Direitos Humanos

A manhã de trabalho foi composta por três palestras que conectaram tecnologia, gestão de dados e direitos humanos, reforçando o caráter prático do encontro.

  • Medidas de combate à discriminação (Dra. Franciele Pereira do Nascimento – STF): A palestrante abordou o conceito de “estresse de minoria”, definido como a sobrecarga emocional crônica vivenciada por grupos marginalizados devido a ambientes hostis. A especialista destacou que a promoção da equidade não deve ser tratada como uma diretriz programática opcional, mas sim como um dever positivo de igualdade material imposto aos tribunais, exigindo postura ativa e vigilante das instituições.
  • Métricas e efetividade de políticas públicas (Eliane Bavaresco Volpato – TRE-PR): O foco da exposição foi a modernização do papel da ouvidoria por meio da análise de dados. A servidora salientou que a ouvidoria deve evoluir de uma atuação meramente reativa para um modelo preditivo. “É fundamental que consigamos conciliar as atividades típicas para as quais a ouvidoria foi criada com as novas demandas sociais, utilizando os dados públicos da Justiça Eleitoral para diagnosticar falhas, propor melhorias e medir a real efetividade das nossas políticas de atendimento”, pontuou.
  • O papel das ouvidorias no fortalecimento da cidadania (Dr. Leonardo Hernandez Santos Soares – TRF-1/TSE): O juiz destacou a ouvidoria como o “termômetro” da Justiça Eleitoral. “O fortalecimento da cidadania passa pela capacidade de a ouvidoria traduzir o anseio social em melhoria do serviço público. Não basta atender; é preciso garantir que o eleitor sinta que sua participação influencia positivamente o processo eleitoral”.
  • OUVJUS e Resolução CNJ n. 660/2021 (Dr. Ronaldo Araújo Pedron – CNJ): O palestrante apresentou a plataforma OUVJUS como marco de integração. “A padronização que a Resolução 660 traz é a espinha dorsal de nossos esforços nacionais. O sistema garante que qualquer cidadão, de norte a sul do país, tenha seu pleito tratado com o mesmo rigor, transparência e eficiência técnica”, pontuou.
  • Fake News 2.0: o impacto da IA (Dr. Diogo Rais – Instituto Liberdade Digital): Encerrando o ciclo da manhã, o palestrante trouxe um alerta sobre a complexidade da desinformação na era da inteligência artificial generativa. Segundo o especialista, estamos diante de um problema inédito de diferenciação entre verdade e mentira. “A IA cria conteúdos impossíveis de serem verificados com métodos tradicionais; mesmo os mais experientes têm dificuldade em distinguir o real do sintético. Isso exige que o Judiciário não apenas combata o conteúdo ilícito, mas que também promova o letramento digital da sociedade como forma de defesa da democracia”, afirmou.
  • Inclusão de povos indígenas, quilombolas e tradicionais (Dra. Flávia da Costa Viana – Ouvidora-Geral do STF): Continuando os destaques da tarde, a ouvidora ressaltou a importância da escuta qualificada de comunidades tradicionais. “Chegar àqueles que foram historicamente silenciados é o objetivo final de uma instituição democrática. Nosso trabalho com povos indígenas e quilombolas demonstra que o Judiciário pertence a todos, e que a diversidade é um valor que deve guiar nossa atuação”, concluiu.
  • Linguagem simples como direito linguístico (Melissa Diniz Medroni – TRE-PR): A palestrante defendeu que a acessibilidade é um pilar da cidadania. “Linguagem simples não é simplificação, é democratização. O acesso à justiça exige que o cidadão compreenda o que está sendo comunicado sem as barreiras do juridiquês; é, antes de tudo, um direito linguístico”.
  • LGPD e Transparência (Dr. Leandro Gabriel Bastos Ferreira – STF): Ao debater o poder de quem controla a informação, o especialista foi enfático: “Transparência não pode ser inimiga da segurança. O poder de quem controla dados exige responsabilidade ética; garantir a LGPD é proteger a soberania e a privacidade do cidadão”.
  • Ouvidorias, Direitos Humanos e Excelência (Dr. José Eduardo Romão – Ex-Ouvidor-Geral da União): Encerrando o ciclo, o doutor em Direito destacou a essência do trabalho: “A excelência no atendimento é a materialização dos direitos humanos na prática. A ouvidoria é o elo onde a norma abstrata se transforma em serviço concreto, humano e efetivo para o cidadão”.

O XVIII ECOJE prossegue com sua programação até o dia 4 de julho.

Realocar passageiro por overbooking pode gerar dever de indenizar
STF julga quinta-feira ações contra a Copa América no Brasil
Homem tem carro pichado com a palavra ‘macaco’ e registra ocorrência de injúria racial em MG
Inverno causa danos em estradas piauienses
Comunicado XXXII Exame de Ordem Unificado
Share This Article
Facebook Whatsapp Whatsapp LinkedIn Telegram Email Imprimir

Revista Direito Hoje

Somos um veículo que transcende as barreiras convencionais do pensamento jurídico para discussão de temas diversos e plurais

Transparência e Contato

  • Home
  • Sobre Nós
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Contato

Comercial

Anuncie conosco
Contato Whatsapp: (86) 9.94373797
E-mail: [email protected]

© Revista Direito Hoje. All Rights Reserved.Site Powered by Masavio
  • Home
  • Destaque
  • Jurídico
  • Tribunais
  • Notícias
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?