segunda-feira , outubro 19 2020

5 dicas de gestão financeira para pequenas empresas

Quem é empreendedor sabe que a gestão financeira para pequenas empresas precisa ser controlada de perto e com uma estratégia bem definida. Caso contrário, as chances de o negócio patinar ou mesmo fechar as portas cresce de maneira considerável. Mesmo em momentos que a economia vai bem, qualquer descuido pode custar muito caro para quem investe no negócio. Com a situação atual, em que a pandemia do novo Coronavírus se arrasta por mais de seis meses e não têm data para terminar, os aspectos contábeis precisam ser colocados à prova. É praticamente impossível que, a esta altura do campeonato, não haja problemas na gestão financeira para pequenas empresas. Se em um primeiro momento o comércio e os serviços tiveram de se reinventar, por conta do isolamento social, este é um momento de não só buscar minimizar as eventuais perdas, mas também de planejar o futuro, para quando a economia e os negócios tiverem uma retomada mais acelerada. Na hora de planejar a gestão financeira para pequenas empresas, vale não só a experiência de quem tem o negócio na mão, mas também a busca por ajuda profissional, que pode fazer toda a diferença na hora de fechar as contas no fim do mês. Vamos apresentar aqui cinco sugestões para que seu negócio possa passar por este momento turbulento.

Dicas de gestão financeira para pequenas empresas

1) Gestão de crise

Uma boa gestão de crise vai fazer com que todos os setores do negócio caminhem juntos, por um objetivo comum: reduzir os prejuízos provocados por problemas internos ou externos, como a pandemia do novo Coronavírus. Por isso, é importante desenhar cenários com diversas porcentagens de redução de receita, para saber onde reduzir os custos, de acordo com cada cenário, e assim manter o negócio em pé durante a crise.

2) Radar ligado

Monitorar as notícias que têm relação com o seu negócio é algo que precisa ser feito de maneira cotidiana na gestão financeira para pequenas empresas. Uma leitura bem feita de um cenário que se apresenta pode trazer impactos altamente positivos. O contrário também é verdadeiro. Portanto, é preciso acompanhar o noticiário econômico e estar pronto para fazer mudanças na gestão financeira de acordo com o cenário macroeconômico. E quando se fala em informação, a atenção também deve ser voltada também à concorrência e aos seus próprios clientes, que sempre devem ser levados em conta na tomada de decisões. Algumas ferramentas disponíveis para esse monitoramento podem ajudar na missão.

3) Despesas e receitas

A maioria absoluta das empresas sofreu um baque por conta da pandemia do novo Coronavírus. A leitura geral é a de que o pior já ficou para trás e que a partir de agora é preciso planejar o que vem por aí. Projeta-se um cenário de retomada econômica, ainda que ninguém saiba ao certo em que velocidade isso vai acontecer. Por isso, é preciso passar uma lupa nas despesas e receitas do seu negócio. É bem possível que as contas estejam no vermelho. Assim, vale avaliar se as medidas econômicas de incentivo às pequenas empresas, lançadas pelo governo e pelas instituições financeiras, podem ajudar você a passar por este período mais delicado.

4) Salários e Impostos

Os salários e impostos têm um peso relevante, principalmente na gestão financeira para pequenas empresas. Quem tem uma microempresa, com faturamento anual de até R$ 360 mil, tem autorização do governo federal para reduzir a jornada de trabalho e o salário de seus colaboradores em até 70%, o que pode trazer um alívio neste momento, sem que haja demissões. Aqueles que têm faturamento superior a R$ 360 mil (até R$ 10 milhões) podem utilizar uma linha de crédito emergencial para esse tipo de despesa. Com ela é possível quitar a folha de pagamento de dois meses (até dois salários mínimos por colaborador) e o pagamento começa somente depois de seis meses. O empréstimo tem juros de 3,75% ao ano e prazo de 36 meses para pagar. Vale lembrar que as empresas que optaram pelo Simples Nacional puderam adiar o pagamento das guias de abril a junho para o período entre outubro e novembro.

5) Renegociação de contratos

Em um momento em que praticamente todos os negócios sofreram impacto por conta da pandemia, a boa e velha renegociação de contratos deve estar na pauta. Isso vale principalmente para os contratos de aluguel e de fornecedores. É um momento em que é preciso flexibilidade, para que todos possam atravessar a tormenta e seguir em frente.

 

Terra Empresas

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