terça-feira , setembro 29 2020

Vacina de Oxford não terá preferência no SUS, diz ministério

Secretário da pasta ressaltou que qualquer vacina que seja aprovada primeiro pela Anvisa poderá ser adotada, desde que haja capacidade de produção

Independente de qual seja, a primeira vacina contra covid-19 que venha a ser aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) poderá ser adotada pelo SUS, desde que haja capacidade de produção para atender à demanda brasileira.

A informação foi dita pelo secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde do Ministério da Saúde, Hélio Angotti Neto, nesta quarta-feira (12).

Angotti Neto ressaltou que “a preferência de adoção é a que chegar primeiro com eficácia e efetividade comprovada”.

Segundo ele, não é porque o governo fechou um acordo para transferência de tecnologia da vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca com a Fiocruz que esta deverá ser a primeira ou a única ofertada pela rede pública.

“Vamos supor que uma outra vacina ficou pronta primeiro. Nada impede que continue o processo de transferência tecnológica e que o governo possa buscar outra vacina em paralelo. Não há problema nenhum nisso. O que é importante é salvar o maior número de vidas o quanto antes. Não importa se fez algum trato comercial com X, Y ou Z. Nada impede que, uma vez, tudo correndo bem com a AstraZeneca, em paralelo, possa ser feito um acordo com um outro produtor de vacina.”

Além da vacina de Oxford, que está em testes no Brasil, o Instituto Butantan, em São Paulo, realiza estudos em fase 3 da CoronaVac, desenvolvida em parceria com a empresa chinesa Sinovac Biotech.

O Butantan irá investir R$ 130 milhões na ampliação da fábrica de vacinas e espera produzir até 240 milhões de doses da vacina por ano.

Além disso, o acordo com o laboratório chinês prevê também a importação das primeiras doses enquanto não houver fabricação nacional.

O governador João Doria já afirmou que todas as doses da CoronaVac serão disponibilizadas ao SUS tão logo o registro dela seja aprovado pela Anvisa.

 

R7

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