quarta-feira , outubro 28 2020

Projeto de Extensão da UFPI oferece orientação nutricional gratuita para gestantes

A gestação provoca mudanças fisiológicas, psicológicas e anatômicas no corpo da mulher. Esses fatores exigem uma boa alimentação, com o aumento de 50% dos componentes nutricionais.

Em 2017, dados do projeto “Nutrição para Gestantes”, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PREXC) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), revelaram que 8% das gestantes atendidas em Teresina apresentaram hipertensão e 70% das mulheres tinham alguma disfunção no peso.

O projeto “Nutrição para Gestantes” oferece orientação nutricional para as futuras mamães e é realizado nas quintas e sextas-feiras, no Instituto de Perinatologia Social do Piauí, por meio de convênio com a Universidade. O objetivo é reduzir as complicações na gravidez causadas pela má alimentação e assegurar um melhor aleitamentoAtualmente, presta assistência hospitalar gratuita a dezesseis gestantes por semana.

As mulheres grávidas são atendidas mediante indicação médica dos postos de saúde de cada bairro. Em geral, são encaminhadas para a orientação as mães que possuem patologias, como hipertensão, diabetes, entre outras doenças.

A alimentação saudável, além de importante, é necessária para a gestante. A professora de enfermagem da UFPI e coordenadora do projeto “Nutrição para Gestantes”, Gêania Lima, explica os motivos pelos quais a mãe precisa desses cuidados. “Com uma alimentação equilibrada, o nível de saúde da mãe melhora e a criança tem o crescimento adequado. É importante a gestante, ainda nos primeiros meses, reeducar sua alimentação, pois, se precisa de tempo para a intervenção ter efeito, evitando que o bebê desenvolva doenças como hipertensão ou diabetes ao longo da vida”, afirma.

A jornalista Graciele Barroso Moura Fé já conta nos dedos os dias para a chegada da sua filha. Com 24 semanas de gravidez, a jornalista afirma que a orientação que recebe de uma profissional em nutricição está sendo determinante para seu bem-estar e de sua filhinha, a Daniele Maria, que deverá nascer em setembro. Para ela, todas as mamães deveriam ter acesso a essa assistência.

“A nutricionista indica quais alimentos são mais importantes em cada fase da gestação e isso tem me ajudado muito. Dá aquela sensação de que já estou cuidando bem da minha filha. Então, quando me alimento bem, essa alimentação boa reflete na saúde dela e em seu crescimento saudável”, conta.

A estudante de nutrição, Alana Rafaela, é voluntária no projeto e diz que a orientação é importante, pois, traz autoconhecimento para a gestante. “É comum as mães desenvolverem diabetes devido à alteração hormonal e da glicemia, algo que também afeta a criança. Aqui, elas passam a saber dos cuidados e o que deve ser feito”, finaliza.

Fonte: Ascom

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