sexta-feira , outubro 23 2020

Perito Ricardo Molina faz palestra no Maranhão

A perícia tornou-se cada vez mais importante para desvendar os fatos e decidir processos. O que é ser um perito e os casos em que atuou em mais de duas décadas serão relatados pelo perito criminal e professor da Unicamp, Ricardo Molina, durante palestra em São Luís. O evento, que tem o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão, será realizado no próximo dia 26 (quarta-feira), às 19h, no auditório do Instituto Florence.

A palestra é voltada para profissionais e estudantes de direito, de psicologia, peritos, entre outras áreas. Os advogados e estagiários adimplentes com a OAB/MA terão descontos especiais nas inscrições, ficando os valores de R$ 40 e R$ 20, respectivamente.

Referência nacional, o perito Ricardo Molina também lançará em São Luís o livro “O Brasil na Fita – de Collor a Dilma, do caso Magri à Lava-Jato, o que vi e ouvi em mais de 20 anos”. Na obra, com cerca de 400 páginas, o perito relata casos investigados em mais de duas décadas. Nada escapa ao olhar de Molina, que é conhecido também por controvérsias e polêmicas que costuma causar em muitas investigações.

Graduado em Música (Composição e Regência), mestre em linguística e doutor em Ciência pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, Ricardo Molina já assinou laudos fundamentais para casos como o massacre de Eldorado dos Carajás, o assassinato de PC Farias e do prefeito de Santo André, Celso Daniel. Mais recentemente, atuou em episódios como a Operação Lava-Jato, entre eles, em análises das gravações da conversa do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, dono da J&F.

Importância da perícia – Em 2017, o Brasil computou o maior registro histórico de homicídios, foram mais de 61 mil óbitos por motivos violentos. O salto corresponde a 40% em apenas dez anos. Apesar disso, 80% dos crimes de homicídio nos estados não são solucionados pelo poder público. Segundo o levantamento Onde Mora a Impunidade?, publicado pelo Instituto Sou da Paz.

Enquanto o Brasil soluciona todos os anos, em média, de 5% a 10% dos homicídios, os Estados Unidos resolvem 65% dos casos; a França, 80%; e a Inglaterra chega a uma taxa de solução de homicídios de 90%. Um dos motivos para isso é a perícia – que aqui trabalha com um déficit de pessoal estimado em 30 mil peritos, segundo a Associação Brasileira de Criminalística (ABC), representante dos peritos das polícias estaduais. Além disso, o país não conta com lei federal que regulamente o modelo ou estrutura mínima para perícia nos estados. E mais: a falta de equipamentos leva a situações como o perito deixar de fazer fotos do local do crime ou tirar um raio-X para achar um projétil em um corpo; e a situação fica pior ainda por conta da não preservação do local do crime pela polícia até a chegada do perito.

Fonte: OAB/MA

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