A Polícia Civil do Piauí deflagrou na quarta-feira (13/08), a Operação Usuário Zero nos estados do Piauí, Maranhão, Tocantins e Distrito Federal. A ação investiga advogados suspeitos de fraudar sentenças no sistema do Processo Judicial Eletrônico (PJe) do Tribunal de Justiça do Piauí.
Entre os investigados estão: Anastácio Araújo Costa Sales Neto, Bruno Silva Pio, Francisco Fernandes dos Santos Júnior, Francisco Jeferson da Silva Baima, Jarbas Wallison Nunes Mota, João Paulo Lustosa Veloso, José Wilson Cardoso Diniz, José Wilson Cardoso Diniz Júnior, Lucas Mendonça Cavalcante, Mailson Marques Roldão, Marcos Luiz de Sá Rêgo e Marília Dias Santos.
De acordo com o delegado Yan Brainer, os investigados teriam inserido minutas fraudulentas no sistema, repetindo o mesmo modus operandi em diversos processos. A investigação é um desdobramento de uma operação realizada no ano passado, que identificou um ex-servidor envolvido no esquema.
Segundo a polícia, a vulnerabilidade utilizada já foi corrigida, mas o mapeamento dos processos revelou que vários advogados atuaram repetidamente, principalmente em causas envolvendo veículos, além de ações de família e até um caso sobre anulação de questões de concurso público para beneficiar um candidato.
Durante a operação desta quarta-feira, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de pelo menos cinco veículos de luxo, incluindo um Camaro. A ação representa mais um passo para desmontar o esquema e responsabilizar os envolvidos pelas fraudes no sistema judiciário eletrônico.
NOTA DE ESCLARECIMENTO – DIREITO DE RESPOSTA
Em respeito à verdade e à opinião pública, e no pleno exercício do direito de resposta, o advogado Marcos Luiz de Sá Rêgo, inscrito regularmente na OAB/PI 3083, vem a público esclarecer, conforme os fatos publicados neste sítio jornalístico de periódico informativo veiculado na data de 13/08/2025, senão vejamos:
Que restou comprovada sua inocência em relação às acusações veiculadas por este periódico e determinados meios de comunicação. Que ao longo de seus 25 anos de carreira jurídica, este profissional sempre pautou sua atuação pelo zelo, dedicação, ética e amor à advocacia, jamais tendo praticado qualquer ato de improbidade ou conduta que desabone sua vida pessoal e/ou profissional.
As investigações realizadas até o momento demonstraram de forma inequívoca que o sistema de acesso eletrônico deste profissional ao Judiciário foi indevidamente utilizado por terceiros em um processo específico, o qual este profissional sequer manteve vínculo contratual com as partes envolvidas. Ressalte-se que referido advogado não obteve qualquer benefício financeiro ou jurídico , bem como jamais manteve contato com as pessoas apontadas e tidas como executoras dos atos delituosos.
Trata-se, portanto, de um profissional injustamente atingido por informações falsas e divulgadas de maneira precipitada pela má imprensa ou meios de comunicação em massa, em afronta ao segredo de justiça e sem qualquer respaldo em provas concretas.
Por fim, ressalta que recebeu com profunda tristeza a tentativa de vinculação de sua imagem a fatos criminosos jamais comprovados, fruto de divulgação irresponsável e irregular de procedimentos ainda em andamento. No momento oportuno, esses veículos de comunicação serão devidamente responsabilizados, conforme assegura a lei, entretanto, respeitando-se o contraditório e ampla defesa, os quais não foram devidamente assegurados naquela oportunidade para este advogado, o qual encontra-se já sentenciado eternamente por atos negativos de publicidade os quais jamais se apagarão no tempo.
Ao final, meus sinceros agradecimentos:
• À OAB Piauí, pela pronta e exemplar defesa das prerrogativas da advocacia e pelo apoio institucional;
• A diversos membros do Tribunal de Justiça do Piauí, que se posicionaram em defesa da verdade;
• À Polícia Civil do Estado do Piauí, pelo excelente trabalho técnico realizado;
• Aos meus familiares e, em especial, aos verdadeiros amigos, que permaneceram firmes diante da injustiça sofrida e sabedores de minha honestidade e boa-fé.
• Aos Jornalistas que fazem parte de uma boa e confiável imprensa, os quais antes de tudo, publicam as verdades dos acontecimentos como de fato ocorreram, sem conjecturar informações distorcidas, com a finalidade de apenas gerarem lucros próprios em detrimento a danos irreparáveis a imagem e aos bons costumes dos que são injustamente atingidos.