segunda-feira , dezembro 6 2021

ONU: Bolsonaro e ministros decolam para os EUA

É o Brasil quem inicia as falas na Assembleia-Geral entre os chefes de Estado. Volta está programada para terça-feira (21)

O avião com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e a comitiva incluindo oito ministros, a primeira-dama e o filho 03, Eduardo Bolsonaro, decolou, neste domingo (19), às 9h08, em direção a Nova York (EUA). O pouso está programado para as 16h30, no horário de Brasília. O objetivo da viagem é a participação do chefe de Estado brasileiro na 76ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que deverá abrir a roda de discursos entre os líderes.

Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada às 8h26, em direção à Base Aérea de Brasília, de onde o voo decolou. Acompanham o presidente oito ministros: Carlos França (Relações Exteriores), Anderson Torres (Justiça e Segurança), Paulo Guedes (Economia), Marcelo Queiroga (Saúde), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Gilson Machado (Turismo), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral) e Augusto Heleno (Segurança Institucional).

Também fazem parte da comitiva escalada pelo presidente o secretário especial de Assuntos Estratégicos, Flávio Rocha, o embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Forster, o representante do Brasil junto às Nações Unidas, Ronaldo Costa, e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães. Entre os familiares do presidente viajam a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o filho 03 do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro.

Programação

O presidente chegará em Nova York dois dias antes do início da Assembleia-Geral da ONU. Nesta segunda-feira (20), ele participa de um encontro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson. Na agenda oficial, Bolsonaro terá pouco mais de 30 minutos com o representante inglês, a partir das 11h40. Já à noite, a comitiva participa de uma recepção oferecida pelo representante permanente do Brasil junto às Nações Unidas.

Na terça (21), é Bolsonaro quem abre a roda de discussões da ONU entre os chefes das nações, mantendo a tradição de iniciar as falas pelo representante brasileiro. Em seguida, discursa o presidente dos EUA, Joe Biden.

Mesmo não vacinado, o mandatário brasileiro não terá problemas para cumprir a agenda oficial na ONU, já que as regras estabelecidas pela prefeitura de Nova York, exigindo comprovante de vacinação para circular em prédios públicos, não se aplica a ONU. Isso porque a organização é considerada território internacional, portanto não está sujeita às regras de nenhum país.

Aos diplomatas e membros de comitivas, o presidente da Assembleia-Geral, Abdulla Shahid, encaminhou comunicado reiterando que “a prova de vacinação é exigida para certas atividades em ambientes internos, incluindo a sede das Nações Unidas”. Apesar da exigência não se estender aos chefes de Estado, a circulação de Bolsonaro ficará limitada perante às exigências da Prefeitura de Nova York.

Diante do impasse, a volta do presidente da República está marcada para a própria terça (21), ainda que o evento se estenda até dia 27 de setembro. Bolsonaro tem reiterado que não tomará a vacina contra a covid-19 até que toda a população brasileira esteja imunizada.

Expectativa do discurso

O presidente da República já adiantou que irá usar o espaço de visibilidade internacional para se posicionar contra o novo marco temporal. Bolsonaro pressiona para que sejam mantidas as demarcações de terras indígenas com base nas delimitações antes da promulgação da Constituição Federal, em 1988. Lideranças indígenas e ambientalistas criticam a medida, alegando que a restrição pode retirar povos indígenas das terras onde atualmente habitam.

“Esse novo marco não só abala nosso agronegócio como coloca em risco a segurança alimentar no Brasil e no mundo”, disse, durante evento em Minas Gerais, na última sexta-feira (17). Ainda que trazendo o tema polêmico, o Itamarty trabalhou, em conjunto com o Planalto, na elaboração de um discurso mais ameno, com foco na necessidade de se cumprir as metas estabelecidas na Cúpula do Clima.

O objetivo é melhorar a imagem do Brasil junto às lideranças internacionais. Por isso, a fala não deve seguir o mesmo tom adotado 2019. Na primeira vez na ONU, Bolsonaro fez críticas à esquerda e trouxe referências religiosas. Ainda, responsabilizou interesses econômicos estrangeiros pelo desmatamento da Amazônia.

R7

 

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