OAB Piauí contribui para funcionamento de ferramenta de acessibilidade no TRE e Justiça Eleitoral

A OAB Piauí, por meio da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CDDPD), junto ao Presidente da Associação de Surdos de Teresina (ASTE), Marcos Patrício de Araújo e Silva, fizeram a análise da ferramenta “Rybená” disponibilizada no site da Justiça Eleitoral. A ferramenta visa converter para voz os textos em formato PDF publicados no site do TRE-PI, bem como no site da Justiça Eleitoral.

Ao avaliar a ferramenta, a integrante da CDDPD, Camila Hannah, enviou relatório afirmando que foram detectadas falhas na acessibilidade da ferramenta ora apresentada, “Isso compromete a autonomia das pessoas com deficiência visual. É patente que aprimorar é uma constante da vida, e as medidas adotadas por esta Corte, bem como a disponibilidade para ouvir os anseios dos cidadãos concretizam um importante passo para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo a redução das desigualdades sociais, assim como a promoção do bem de todos, sem preconceitos”, disse Camila Hannah.

De acordo com Esther Castelo Branco, coordenadora de Acessibilidade do TRE, “o preenchimento de seus relatórios quanto à acessibilidade ou não dessa ferramenta foram de grande auxílio para saber se pessoas com deficiência visual ou auditiva conseguiriam utilizar de forma satisfatória e nos dizer se aprovam e avaliam bem essa ferramenta”, pontua.

Para o Presidente da Associação dos Surdos de Teresina, Marcos Patrício de Araújo e Silva, a sugestão para melhorar a acessibilidade dos surdos é “que o site tenha a tradução dos informes, documentos disponíveis para acesso do público devem ser traduzidos para a Língua Brasileira de Sinais, por profissionais tradutores reais ao invés de um APP com um Avatar, sendo disponibilizados no site do TRE para download ou para que possa ser visualizado de forma simples. Acrescentaria apenas o arquivo e os surdos poderiam acessar de qualquer aparelho sem ter a necessidade de baixar um aplicativo, vistos que muitos deles não têm um aparelho ou celular que suporte esse tipo de arquivo ou APP”, explica.

De acordo com Joaquim Santana, Presidente da CDDPD da OAB Piauí, esta é a execução do que já vem sendo feito pela Comissão desde 2019. “Estamos partindo para a parte prática. Fizemos diversas visitas e relatórios que foram entregues no mês de dezembro de 2019 e, agora, estamos começando a executar tudo aquilo que fizemos em parceria com o TRE”, garante.

 

Ascom OAB/PI

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