A TV Assembleia exibiu mais um episódio do programa Palavra Aberta, produzido em parceria com a Academia Piauiense de Letras (APL). Nesta edição, o programa recebeu o acadêmico Nelson Nery Costa, que compartilhou reflexões sobre sua formação jurídica, sua atuação institucional e o percurso literário que o consagrou como uma das vozes mais expressivas da intelectualidade piauiense.
Durante a conversa, o escritor destacou sua obra mais recente, Um homem chamado Ezequias, dedicada à memória de seu pai, Ezequias Gonçalves Costa, personalidade de relevo na política, na educação e no empresariado do Piauí. Nery constrói, nas páginas do livro, um retrato sensível e histórico, entrelaçando pesquisa documental e lembranças afetivas. O resultado é um testemunho que transcende o registro biográfico, transformando-se em reflexão sobre ética pública, afetos familiares e a própria identidade piauiense.
Trajetória de Nelson Nery
O acadêmico também rememorou sua formação no Rio de Janeiro, onde cursou Direito na Faculdade Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1978–1982) e participou do Movimento pela Emancipação do Proletariado (MEP). Ao longo de sua trajetória, exerceu a presidência da OAB-PI e ocupou, por três mandatos, a presidência da Academia Piauiense de Letras, conduzindo projetos voltados à difusão da literatura e à valorização da cultura regional.
Nelson Nery observou que o período pandêmico representou um ciclo de profunda introspecção e criação. “Naquele momento de isolamento, encontrei na escrita um refúgio. Foram meses em que me dediquei a revisar obras, finalizar romances e iniciar novos projetos. Escrever, para mim, foi também uma forma de compreender o tempo em que vivíamos”, afirmou. Dessa fase emergiram romances de caráter histórico e filosófico, em que o autor examina as contradições humanas sob um olhar poético e reflexivo.
Além de Um homem chamado Ezequias, o acadêmico anunciou novas publicações em preparação, que abordarão temas relacionados à história política e cultural do Piauí e às múltiplas dimensões da identidade brasileira. Entre elas, destaca-se o romance A Máquina de Castelo Branco – A História de uma Obra Perdida de Leonardo, com lançamento previsto para março de 2026. A obra promete fundir história, arte e imaginação, reafirmando o estilo de Nelson Nery: rigor intelectual aliado a uma escrita de apurada sensibilidade.
