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Na crise, Volanty passa a fazer vendas 100% online e troca marca

Empresa de revenda de carros usados foi fundada em 2017 no Rio de Janeiro e recebeu um aporte de 70 milhões de reais do SoftBank em 2019

Nova fase, nova marca

Para coroar as mudanças, a Volanty reformulou sua marca. A empresa fez alterações em sua logomarca e alterou o esquema de cores de suas lojas e do site. Em vez do azul escuro, agora a startup usa uma mistura de laranja e azul em suas comunicações.

A primeira marca da Volanty foi desenhada quando a empresa ainda era formada somente por Feldman e Antonio Avellar. “Não representava mais a empresa, muita coisa mudou desde então”, diz o fundador. A nova identidade visual foi pensada para refletir cada um dos 150 funcionários da startup hoje. O processo de reformulação foi conduzido pelas consultorias Geometry e Tropical.

Para se diferenciar dos concorrentes, a Volanty optou por não usar mais o ícone de carro em sua logomarca. A empresa quer ser enxergada pelo mercado como uma especialista no setor de revenda de automóveis. O objetivo é mostrar para o cliente que ele está no centro de tudo e que a startup está cuidando para que ele tenha um catálogo robusto e informações suficientes para fazer a escolha mais inteligente de compra.

A empresa conseguiu conduzir o processo de mudança agora pois tem um fôlego de caixa. Em agosto de 2019, a startup carioca recebeu um aporte de 70 milhões de reais liderado pelo fundo do conglomerado japonês SoftBank. “Sempre quis fazer a mudança em um momento com dinheiro e com o time certo. No final do ano passado, percebi que tínhamos os recursos ideais”, afirma Feldman.

Trajetória da empresa

Feldman e Avellar são amigos de infância e fizeram graduação e MBA na mesma época nos Estados Unidos. Em 2016, Feldman queria abrir sua própria empresa e convidou o amigo para montar um negócio próprio. Os empreendedores se lembraram de um problema antigo: a dificuldade de vender seus automóveis antes de viajar para fora do país.

Os sócios passaram um ano desenvolvendo o novo negócio e montando uma apresentação de PowerPoint. No início de 2017, um investimento seed de 2,5 milhões de reais do fundo Canary transformou a ideia em empresa formalizada. Os fundadores investiram o capital em desenvolvimento tecnológico, time e infraestrutura e colocaram a operação para a funcionar em maio de 2017. Em junho de 2018, a startup recebeu um aporte de 19 milhões de reais do fundo Monashees (Rappi, DogHero).

No começo, a empresa conectava compradores e vendedores. Agora, a companhia compra e vende diretamente os carros oferecidos na plataforma.

Quem quer vender seu carro com a Volanty precisa entrar no site da empresa, verificar quanto vale o seminovo e levar o veículo a um dos centros de atendimento em São Paulo ou no Rio de Janeiro. A empresa inspeciona mais de 120 itens no automóvel, incluindo a documentação. Com base no preço médio, liquidez do veículo, momento de mercado e estado do carro, o algoritmo da Voltanty faz uma oferta de preço.

Já para quem quer comprar, o processo é mais simples. Antes da covid-19, os automóveis ficavam disponíveis para visitação nos centros de atendimento da marca e o site oferecia um recurso de visualização 3D, que permitia aos interessados analisar o exterior e interior do carro. Agora, as visitas estão sendo feitas por vídeo chamada e o carro é entregue na casa do cliente. Em caso de necessidade, a empresa oferece o recurso de devolução garantida.

A startup, que tem cerca de 700 carros no seu estoque próprio, reduziu os custos fixos para poder sobreviver na crise. “Com o tempo, vamos nos recuperar, o coronavírus só atrasou um pouco nosso crescimento”, afirma Feldman.Por enquanto, os sócios não fizeram um plano de metas agressivas para 2020, já que ainda é difícil prever como estará a economia no futuro. A empresa aposta, no entanto, que a demanda por carros usados vai subir com a retomada econômica, já que o desemprego aumentou e há um receio maior das pessoas em usar o transporte público por causa das aglomerações.

Exame

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