quarta-feira , setembro 30 2020

Empresários se reinventam para impulsionar vendas na crise

Diante da crise do coronavírus, os empresários brasileiros estão sendo obrigados a reinventar seus negócios. A China foi o primeiro país a sofrer o impacto econômico causado pela pandemia decretada pela Organização Mundial de Saúde. Segundo dados preliminares do Escritório Nacional de Estatística da China, a produção industrial caiu 13,5%. A primeira queda desde 1990. As vendas no varejo sofreram uma baixa de 20,5% em relação ao ano anterior.

Se a maior economia do mundo foi pega de surpresa com a crise, os empreendedores brasileiros puderam se preparar com antecedência e inovar. Tomar uma atitude rápida pode ser o diferencial para negócios de todos os portes.

O empresário cearense Custódio Gomes está há mais de duas décadas no mercado com uma empresa de urbanismo. Investindo fortemente no Piauí com um empreendimento inspirado na cidade de Petrópolis, para ele é importante manter o otimismo e preservar a saúde dos colaboradores.

“Estamos deixando as pessoas ficarem em casa. Demos férias para todos. Acreditamos que nesse momento temos que ficar em casa para preservar nossas vidas”, afirma Custódio.

Segundo o empresário, os empreendedores devem aproveitar a quarentena para planejar os próximos passos. “Precisamos ficar de olho no que vamos fazer quando esse momento passar. É uma oportunidade de fazer planejamento sobre o que fazer quando as coisas voltarem ao normal”, explica.

No setor imobiliário, as empresas continuam otimistas. Janete Marques, que empreende no setor, explica que é um bom momento para comprar imóveis. “As construtoras estão dando muitos descontos, flexibilidade no pagamento. Estamos trabalhando home office levando muita informação sobre alugueis e vendas aos nossos clientes por mensagem e vídeochamada”.

 Sócio de um hospital veterinário e uma loja de pet shops, Ângelo Sousa afirma que os animais não podem deixar de ser cuidados. A solução encontrada por ele foi adaptar o negócio, seguindo as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

“Não podemos abandonar os pets, eles precisam de vacina, cirurgias emergenciais, outros problemas de urgência e não podemos parar. Os animais precisam de alimentos e medicamentos e estamos funcionando por delivery para os tutores com horários reduzidos, além de atendimento especial para cães e gatos com problemas de pele”, disse Ângelo.

O setor alimentício também teve que se reinventar. Robson Mello cuida de um restaurante rodízio e o setor também sofreu com as mudanças. “O restaurante optou por fazer delivery para não ficarmos sem vendas e contribuir com as medidas para preservar a saúde de todos. Como somos uma casa de rodízio, tivemos que nos adaptar para começar essa nova modalidade”, finaliza Robson.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o coronavírus atingiu mais de 3 bilhões de pessoas no mundo inteiro e a prioridade é salvar vidas. Em todos os ramos a palavra de ordem é adaptar o negócio para manter-se ativo e funcionando, entendendo as necessidades dos clientes e motivando os colaboradores em um momento de crise.

Ascom

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