Copom mantém Selic em 6,50% ao ano

O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu nesta quarta-feira (20) manter pela segunda vez seguida a Selic em 6,50% ao ano, seguindo o que esperava a maior parte do mercado financeiro, apesar das dúvidas sobre a chance do Banco Central iniciar um ciclo de alta de juros.

No comunicado, foi retirada a frase “para as próximas reuniões, o Comitê vê como adequada a manutenção da taxa de juros no patamar corrente”. Com isso, o Banco Central muda de postura e mantém a porta aberta para uma possível alta de juros em sua próxima reunião caso o cenário econômico piore.

A decisão era defendida pela maioria dos economistas, que seguia a sinalização de Ilan Goldfajn de manter separada a política monetária e cambial, ou seja, não usar a Selic para controlar o dólar. Os “ensinamentos” de economia dizem que a taxa de juros deve ser usada para combater apenas os efeitos secundários da depreciação cambial, como por exemplo, o impacto na inflação.

E este era o principal argumento para a manutenção dos juros. Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos, explica que, a alta de juros deveria ser usada apenas para combater os chamados efeitos secundários do repasse cambial aos preços, algo que demoraria pelo menos 6 meses.

O Copom ainda citou em seu comunicado a greve dos caminhoneiros, dizendo que ela dificultou a análise dos dados de inflação. “Indicadores referentes a maio e, possivelmente, junho deverão refletir os efeitos da referida paralisação. O cenário básico contempla continuidade do processo de recuperação da economia brasileira, em ritmo mais gradual”, afirma a nota do Comitê.

Fonte: Portal New Trade

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