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Constelação Familiar no auxílio para solução de conflitos

Redação
Last updated: 12/03/2018 1:55 PM
Redação
Published: 12/03/2018
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aoabpi
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O termo “Constelação Familiar” é um método psicoterapêutico recente, com abordagem sistêmica não empirista ou subjetiva, desenvolvido pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger, a partir de observações baseadas em diversas tipos de psicoterapia familiar, nos padrões de comportamento que se repetiam nas famílias e em grupos familiares ao longo de gerações.

A dinâmica da “Constelação Familiar” tem como objetivo ajudar a solucionar conflitos na Justiça brasileira. A medida está em conformidade com a Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estimula práticas que proporcionam tratamento adequado dos conflitos de interesse do Poder Judiciário. A técnica vem sendo utilizada como reforço antes das tentativas de conciliação em vários estados.

O tema foi alvo de curso realizado pela  OAB-PI e ESA-Piauí. Abrindo os trabalhos, a conselheira federal da OAB Cláudia Paranaguá informou que a técnica da constelação familiar consiste em uma sessão de conciliação ou mediação até dois meses antes de uma audiência. Nas sessões, os participantes são estimulados a refletir sobre seus vínculos familiares, o litígio e os motivos que os levaram a entrar com o processo judicial.

“Estou extremante feliz de contar com a presença de todos para debater um tema de tamanha importância para o universo jurídico brasileiro, sobretudo para o Judiciário Piauiense. Para entender mais a dinâmica da constelação familiar, contaremos aqui com a participação de diversos especialistas, que apresentarão dados da nossa realidade e a necessidade da aplicação do tema central”, declarou.

O presidente da Comissão de Família e Sucessões da OAB-PI, Max Fontenele, falou do objetivo do encontro, parabenizando os trabalhos. “Estamos aqui buscando nos adequar às inovações do Novo Código do Processo Civil, que estimula a utilização de técnicas inovadoras para a resolução de conflitos. Diante da situação caótico no nosso Judiciário, esse estudo representa uma saída”, frisou.

Apresentando dados das Varas de Família da Capital, a juíza auxiliar da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí (TJ-PI), Melissa Pessoa, abordou sobre a configuração dos processos que tramitam nas Varas em Teresina. “Os magistrados precisam estar sensíveis para perceber além das partes do processo, já que o processo de Família é o que mais traz uma carga emocional e que, por isso, poderiam ser utilizados na constelação familiar”, disse.

Em seguida, a palestrante Cleia Fernandes abordou o modelo cognitivo ocidental. “Esse modelo cognitivo prestigiou muito o pensar e fragmentou o conhecimento. Devido a isso, nós deixamos muito de lado o sentimento”, afirmou. A palestrante abordou ainda a evolução do ordenamento jurídico, com a ideia de que surge com o foco na litigiosidade.

Aprimorando ainda mais o debate, os participantes puderam acompanhar as explanações desenvolvidas pelos ministrantes Thiago Brandão, juiz de Direito do TJ-PI e presidente da AMAPI; além do autor da obra “7As – A Jornada Para A Autorrealização” e ex-empresário, Ricardo Masstalerz.

Masstalerz falou um pouco sobre seu último livro, bem como sobre os benefícios da constelação sistêmica, que faz uma busca pela expansão da percepção e que tem como objetivo ampliar a consciência para a ressignificação dos fundamentos que sustentam a repetição dos padrões indesejados.Registrou-se ainda a presença da defensora pública Shiela Andrade.

Fonte: Ascom

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