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Como criar um negócio que consiga mudar o hábito das pessoas

adm
Last updated: 08/09/2020 8:51 PM
adm
Published: 08/09/2020
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neg 8
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Os investidores Eduardo Mufarej, da GK Ventures, e Romero Rodrigues, da Redpoint eventures, dão dicas do que fazer para criar um negócio inovador

Um dos grandes desafios ao se criar uma empresa de inovação é lidar com a conformidade das pessoas. Hábitos demoram para ser construídos e ainda mais para serem deixados de lado. Então como negócios inovadores como Uber, iFood e Netflix conseguiram mudar a forma como nos locomovemos, pedimos comida e assistimos a filmes e séries?

Essa questão foi discutida pelos investidores Eduardo Mufarej, fundador da GK Ventures, e Romero Rodrigues, sócio da Redpoint eventures, em evento online promovido pela Tembici, startup brasileira de mobilidade. 

Tomás Martins, presidente e cofundador da Tembici, questionou os investidores da startup sobre como as empresas conseguem mudar hábitos enraizados na sociedade. No caso, ele se referia à preferência que o consumidor brasileiro ainda dá ao carro em detrimento da bicicleta como meio de transporte.

“Uma mudança de comportamento costuma levar dez anos, é um processo de educação. Oferecer um bom preço, conveniência e alta qualidade são fatores que ajudam as pessoas a experimentar coisas novas”, diz Romero Rodrigues. Na visão do investidor, é importante que os primeiros clientes de um novo negócio tenham uma experiência de uso excelente, assim eles vão usar o serviço novamente e propagá-lo para outras pessoas.

Mufarej concorda. Para ele, as empresas de inovação precisam criar modelos de baixa fricção no funil de conversão de vendas para que as pessoas estejam dispostas a mudar. A experiência tem um papel fundamental na adoção de novas tecnologias. “Com a pandemia, inovações que eram tabus, como a telemedicina e o ensino remoto, vão avançar muito”, diz o investidor.

No caso da Tembici, Mufarej diz que encontrou características fundamentais que o fizeram acreditar que aquele era um negócio possível. Primeiro, o serviço de aluguel de bicicletas era barato, o que é primordial para um país como o Brasil, onde as pessoas têm uma renda média menor. “Cruzar o abismo é um desafio, mas é importante que os serviços sejam bons, baratos e tratem os clientes com dignidade”, afirma o investidor.

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