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“Faltou acolhimento”, diz juíza que determinou tratamento a jovem morto por leoa

Redação
Last updated: 02/12/2025 12:50 PM
Redação
Published: 02/12/2025
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Titular da 2ª Vara de Garantias, a juíza Conceição Marsicano disse na segunda-feira (01), em entrevista, que determinou o atendimento psiquiátrico adequado para Gerson Melo Machado, mas ainda assim “faltou acolhimento” para o jovem.

Gerson, conhecido como “Vaqueirinho”, morreu ao invadir o recinto dos leões, no Parque Arruda Câmara, em João Pessoa, tendo sido atacado por uma leoa que vive no local. Ele tinha 19 anos e foi diagnosticado com transtornos mentais. Também teve várias passagens pela polícia.

De acordo com a juíza, o primeiro passo no caso de Gerson foi uma avaliação psicossocial. Posteriormente, uma decisão judicial determinou acolhimento psicológico, o que segundo ela, não aconteceu da forma adequada.

Conceição Marsicano disse que, ao tomar conhecimento das omissões do poder público, tomou novas decisões no processo. Ele estava preso no Presídio do Róger por crime de furto, local por onde passou diversas vezes.

“É uma situação bem particular, pois no caso dele, quando tomei conhecimento, ele estava no presídio sem ter feito exames e nenhuma avaliação”, informou.

Juíza fez contatos com secretarias

A magistrada disse que fez contatos com as secretarias de saúde do estado e do município para entender a omissão em relação ao caso do paciente.

“Não tínhamos um laudo formal que atestava o problema de saúde mental, mas de posse desse documento, tirei ele do presídio. Ele precisava ir para outra fase do tratamento, então eu encaminhei ele para o CAPS AD, que deveria ter acolhido ele em caráter excepcional [mas isso não aconteceu]”, disse.

A magistrada também citou dificuldades em obter informações sobre vagas disponíveis em unidades terapêuticas. “Eu já mendei perguntar e não tive resposta. É preciso que os gestores tenham essa resposta”, opinou.

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