TSE cogitou separar eleitores por faixa etária, afirma Barroso

Ministro diz que realização das eleições em meio à pandemia do novo coronavírus foi discutida com uma comissão de estatísticos e infectologista

presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luiz Roberto Barroso, contou nesta sexta-feira (13), a dois dias das eleições municipais, que a Corte cogitou separar os eleitores por faixa etária durante o pleito a ser realizado em meio à pandemia do novo coronavírus.

“Nossa primeira providência era alongar a jornada eleitoral, aumentar o número de horas, e saber se era bom ou não reservar faixas etárias para evitar aglomerações”, afirmou Barroso.

Segundo o ministro, a decisão de prolongar a jornada eleitoral em uma hora e reservar as primeiras três horas de votação aos cidadãos com mais de 60 anos foi tomada após reuniões com uma comissão de estatísticos.

“Com ajuda do Inpa, da Usp, do Insper e da Fiocruz, que analisamos junto com os estatísticos do TSE o fluxo de votação de anos anteriores e o grau de saturação para verificar o risco de filas e aglomerações”, disse o presidente do TSE.

Para estabelecer as normas sanitárias para evitar contaminações pelo novo coronavírus, Barroso revela que o TSE conversou com a Fundação Osvaldo Cruz e com os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein.

“Cada um indicou um infectologista e nos reunimos, todo o mês de julho e de agosto, elaboramos um plano de segurança sanitária em conjunto com a nossa consultoria sanitária”, disse ele.

Barosso recorda que a comissão resultou na recomendação para a compra de grande quantidade de materiais e equipamentos de segurança.

“São 9 milhões de máscaras descartáveis, entre primeiro e segundo turno, porque tem que trocar a cada 4 horas. Cada mesário recebe três máscaras. Além disso, 2 milhões de protetores faciais, 2 milhões de frascos de álcool gel. Para eleitores, 1 milhão de litros de álcool gel, marcadores adesivos no chão e 500 mil canetas”, avaliou.

Fake news

O presidente da Corte também reafirmou, sem comemorar, que foi feita uma grande campanha contra notícias fraudulentas até o momento. “A gente só comemora o gol depois que a bola bateu na rede e o juiz apontou para o meio de campo”, ressaltou.

“Ainda temos dois dias até as eleições. Mas, talvez, essa tenha sido a eleição com a menor incidência de notícias fraudulentas. Fizemos parcerias com todas as plataformas: WhatsApp, Twitter, Facebook, Instagram, Google e TikTok”, avaliou o ministro.

Ele destaca ainda que o TSE fez parceria com todas as agências de checagem de notícias. “Criamos uma página chamada Fato ou Boato, na qual oferecemos informação verdadeiro com acesso gratuito para toda a população, graças a uma parceria com as companhias telefônicas”, completou.

 

R7

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