quinta-feira , janeiro 20 2022

Luciana Gimenez briga na Justiça por herança de R$ 2,5 milhões deixada por seu pai

Luciana Gimenez enfrenta um enorme pesadelo financeiro por conta da herança deixada por seu pai, Alberto Abu Morad, morto em dezembro de 2020. Além de saldos em contas correntes, um carro velho e alguns investimentos, a apresentadora da RedeTV! descobriu que ele tinha feito um seguro de vida com uma apólice de mais de R$ 2 milhões, mas que a beneficiária é uma mulher que ela nunca ouviu falar. A luta agora é convencer a Justiça de que, por ser a única herdeira, toda essa fortuna tem que vir para a sua conta, e não para a da desconhecida.

A beneficiária dessa bolada toda é uma mulher identificada como Carla Leoniuk, uma comerciante solteira, que mora na zona leste de São Paulo. Luciana Gimenez não faz ideia de quem ela seja. E a apólice de R$ 2.051.149,27, por enquanto, tem somente essa desconhecida como dona.

A apresentadora da rede Tv! Conseguiu se tomar a inventariante de toda a herança deixada pelo pai. Na lista de itens aos quais ela tem direito constam: um automóvel Pajero, ano 2008/2009, avaliado em R$ 35 mil; cotas sociais em uma empresa agropecuária avaliadas em R$ 1 mil, saldo de R$ 326.986,43 em um conta corrente no Bradesco; um fundo de investimento de R$ 1.008,07; e duas contas no Itaú, que somam R$ 73.352,54. No total, Luciana tem direito à quantia de R$ 437.347,04.

Mas com a descoberta deste seguro de vida, ela percebeu que seus ganhos estão muito abaixo do que ela acredita ter por direito. Seus advogados fizeram um cálculo e apontaram que de todo o dinheiro deixado por Alberto, a apresentadora teria acesso a menos de 18% da fortuna. E pela lei de hereditariedade, por ser filha única, ela teria que ter acesso a todo o valor ou no mínimo a 50%, caso seu pai fosse casado com alguma mulher. O que não era o caso.

Luciana acionou a Justiça para fazer com que o Itaú, instituição em que seu pai contratou o seguro de vida, transfira para ela todos os valores, alegando ser a única filha de Alberto. Mas no entendimento do banco, este tipo de serviço obedece a outros termos da legislação, podendo o titular da apólice indicar quem ele bem entender como beneficiário, não sendo obrigado a transferir os mais de R$ 2 milhões para a apresentadora, já que no ato da contratação do serviço ele decidiu indicar uma outra pessoa.

Na ação, Luciana ainda fez outros pedidos, como o segredo de Justiça, mas o juiz entendeu que para este caso não há necessidade de bloquear a consulta ao caso.

A apresentadora também pediu uma aplicação de multa diária ao Itaú, alegando que a instituição financeira não vem respondendo às mensagens enviadas por e-mails ou telegramas dentro dos prazos estipulados pela Justiça. Para seus advogados, tal ação configura má-fé por parte do banco.

Casa modesta

Além dessa briga por dinheiro, Luciana conseguiu uma vitória na Justiça: anular o testamento deixado por seu pai, que havia sido feito em 1994, e constava uma casa bem modesta na Bela Vista em benefício de Vera Regina Silveira Cruz Pierry, prima da apresentadora.

Mas a Justiça entendeu que o testamento caducou e colocou a apresentadora como nova dona do imóvel.

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