quarta-feira , dezembro 2 2020

Justiça francesa ouve suspeitos no caso do professor decapitado

Das 16 pessoas detidas pela polícia, seis já foram colocadas em liberdade, incluindo familiares do jovem de origem chechena que decapitou a vítima

Após passarem por interrogatórios, seis das 16 pessoas detidas por suspeita de envolvimento no ataque jihadista que decapitou o professor Samuel Paty no último dia 16, em Conflans-Sainte-Honorine, nos arredores de Paris, foram liberadas por autoridades francesas. Outros sete foram ouvidos pelo juiz na madrugada desta quarta-feira (21).

Fontes ligadas ao processo disseram à Agência Efe nesta terça-feira (20) que quatro membros da família do assassino — o checheno Abdoullakh Anzarov, de 18 anos, que foi morto pela polícia a poucos metros do local do atentado — estão entre os seis liberados.

Também foi solta a companheira do ativista radical islâmico Abdelhakim Sefrioui, que continua detido para esclarecer sua suposta participação no atentado, assim como o pai de uma das alunas de Paty.

Segundo o ministro de Interior da França, Gérald Darmanin, Sefrioui se juntou ao pai de uma aluna para declarar um ‘fatwa’ — pronunciamento legal no Islã que é emitido por um especialista na lei religiosa — contra o professor, que teria mostrado uma das caricaturas de Maomé publicadas pela revista “Charlie Hebdo” durante uma aula sobre liberdade de expressão.

A sexta pessoa a ter sido liberada foi um homem que havia tido contato com Anzarov e que já havia sido condenado por terrorismo em outra ocasião.

Audiência na madrugada

Durante a madrugada desta quarta-feira (21), sete das 10 pessoas que ainda estão sob custódia da polícia francesa foram apresentadas a um juiz pela Procuradoria Antiterrorismo. Uma delas é o pai de um aluno que publicou um vídeo criticando Paty em redes sociais.

Entre os 10 detidos também estão dois alunos da escola onde Paty trabalhava, que teriam dado ao assassino informações sobre o professor em troca de dinheiro.

Nesta quarta-feira, Paty será homenageado na Universidade Sorbonne, em Paris, em um ato durante o qual o presidente da França, Emmanuel Macron, concederá postumamente à vítima a Legião de Honra, maior distinção oficial do país.

R7

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